Por Carlos Brandão

Quem conhece o Maranhão de perto sabe que há algo em comum em quase todas as histórias de superação do nosso estado: a presença de uma mulher firme, trabalhando, cuidando, liderando.

A mulher maranhense sempre foi uma força silenciosa que sustenta o nosso desenvolvimento. No campo, por exemplo, elas são protagonistas da agricultura familiar: produzem, organizam associações e participam da venda coletiva. Em muitas comunidades, são elas que mantêm a economia girando; são elas que mantêm viva a produção que chega à mesa das famílias maranhenses.

Também vemos crescer, a cada ano, a presença feminina em espaços de liderança: na política, na gestão pública, na organização de manifestações culturais e em tantas outras áreas da vida social.

Esse avanço ainda enfrenta desafios, mas é um movimento irreversível e necessário para construirmos um estado cada vez mais justo.

A história do Maranhão é, em grande parte, a história das suas mulheres. Basta olhar para a nossa própria trajetória. Quando Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula, no século XIX, abriu caminho em um tempo em que quase não havia espaço para mulheres na literatura brasileira.

Já em nossa geração, outra maranhense pisaria em palcos do Brasil e do mundo levando consigo o sotaque, a cultura e o orgulho desta terra. Alcione transformou talento em reconhecimento, sem nunca deixar de afirmar de onde veio.

Esses exemplos nos ajudam a lembrar que a força das mulheres sempre esteve presente na construção do Maranhão. Mas reconhecer isso também exige ação concreta. E realizamos, entregamos, estivemos presentes, pela grandeza de cada mulher.

Nos últimos anos, temos ampliado as políticas públicas voltadas às mulheres. A rede de enfrentamento à violência foi fortalecida, as Patrulhas Maria da Penha ganharam mais presença e as Carretas da Mulher Maranhense passaram a percorrer diferentes regiões levando atendimento de saúde a quem, muitas vezes, não tinha acesso a esse tipo de serviço.

Também avançamos em iniciativas que ajudam mulheres a conquistar autonomia econômica. Programas de capacitação e incentivo ao trabalho, como o Mais Renda, Minha Renda, a Feira com Elas, a Padaria Artesanal, o Terras para Elas e tantos outros, têm permitido que muitas transformem talento e esforço em renda, garantindo mais independência para si e mais segurança para suas famílias.

Outro passo importante foi criar medidas de proteção para quem enfrenta as consequências mais duras da violência. Hoje, temos Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz, Caxias, Itapecuru-mirim, Balsas, Barra do Corda e Presidente Dutra, além de uma Casa da Mulher Brasileira em São Luís. E, em breve, teremos Casas da Mulher Maranhense em 18 regionais.

Outra ação extremamente relevante foi a instituição do auxílio destinado a crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio – uma forma de garantir que tenham apoio para reconstruir seus caminhos.

A ideia, que virou lei por uma indicação da deputada estadual Daniela, nasceu depois de conhecermos a história de Luís Fernando e seus irmãos, da cidade de Pedro do Rosário. Eles perderam a mãe, vítima da violência do companheiro. O relato emocionante viralizou nas redes e originou uma das ações mais fortes de nosso governo, que vem conseguindo reduzir o número de feminicídios no estado. Em 2025, registramos uma redução de 27% no número de casos.

Neste Dia Internacional da Mulher, mais do que prestar homenagem, é preciso reconhecer o papel decisivo de cada uma. E a importância disso vejo em casa, com as mulheres da minha vida: minha mãe, dona Heloísa; minha esposa Larissa; minha filha Lethicia e minhas irmãs Roseane e Heloísa Helena. Presentes e determinantes.

O certo é que, onde quer que estejam, as mulheres transformam realidades e seguem sendo uma das maiores forças de construção do Maranhão. E quem conhece este estado de perto sabe muito bem que o futuro que estamos construindo hoje nasce exatamente dessa força.

Muito mais do que um “parabéns”, fica aqui o nosso “muito obrigado”.

A manhã desta sexta-feira, 6, foi marcada por articulações políticas na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), em São Luís e a jovem pré-candidata a deputada estadual Bruna Pessoa oficializou sua filiação à sigla. A partir da escolha do partido e filiação, Bruna confirmou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão nas eleições de outubro.

Durante o ato de filiação, Bruna destacou a tradição do PDT na política maranhense e ressaltou a importância histórica do partido no estado. Na ocasião, também reafirmou apoio às pré-candidaturas do senador Weverton Rocha à reeleição para o Senado e de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão.

Além de Bruna Pessoa, o evento reuniu outras lideranças políticas que também oficializaram a entrada no PDT. Entre os novos filiados estão o ex-prefeito de São Bernardo, João Igor; a ex-prefeita de Timon, Dinair Veloso; o ex-prefeito de Buriti Bravo, Cid Costão; o vice-prefeito de Tuntum, Nelson do Nanxi; os secretários municipais de Tuntum Dra. Mayara Cunha, Dr. Ricardo e Adauto Pessoa; além do ex-vereador Solisvam.

A solenidade contou ainda com a presença de importantes nomes da política maranhense, como o senador Weverton Rocha, o prefeito de Tuntum Fernando Pessoa e o ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier, que é pré-candidato a deputado federal pelo partido.

Com trajetória consolidada no cenário político estadual, o Partido Democrático Trabalhista já teve em seus quadros lideranças históricas, como o ex-governador Jackson Lago, figura lembrada como um dos principais nomes do partido no Maranhão.

O ato de filiação reforça a estratégia da legenda de ampliar sua base política e fortalecer o grupo para as disputas eleitorais que se aproximam no estado.

O confronto em torno das supostas mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ganhou um novo desdobramento na noite de sexta-feira (6). Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo contestou diretamente uma nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF e revelou que uma análise técnica da Polícia Federal conseguiu recuperar o conteúdo de conversas que o ministro afirma nunca terem existido.

De acordo com a publicação, o material obtido pela reportagem é diferente daquele utilizado pela CPMI do INSS. Enquanto a comissão teria trabalhado principalmente com cruzamento de horários e registros em blocos de notas, a nova análise se baseia em uma extração direta de dados feita com software especializado.

Segundo o jornal, essa ferramenta permitiu reconstruir o fluxo completo das conversas no WhatsApp, exibindo em uma única interface tanto as mensagens quanto o conteúdo de imagens enviadas no modo de “visualização única” por Vorcaro — um recurso criado justamente para impedir o armazenamento permanente das imagens.

A reportagem afirma que o nome e o número vinculados a Alexandre de Moraes aparecem associados às mensagens no material periciado. O veículo informou ainda ter confirmado a titularidade da linha telefônica usada na época dos fatos, mas decidiu ocultar parte do número nas imagens divulgadas para preservar a privacidade do ministro.

Os dados técnicos apontariam ainda para uma interação direta: o número atribuído ao magistrado teria respondido quatro vezes às mensagens enviadas por Vorcaro com arquivos também no formato de visualização única. Além disso, teriam sido enviados emojis de aprovação — o conhecido “joinha” — em resposta à primeira e à última mensagem encaminhadas pelo empresário no dia 17 de novembro de 2025.

Nota do STF

As informações vieram à tona poucas horas depois de o gabinete de Moraes divulgar uma nota oficial negando qualquer ligação com Vorcaro. No comunicado, o STF sustenta que os prints encontrados no celular do empresário estariam vinculados a pastas associadas a outros contatos da agenda dele, e não ao ministro.

Ainda segundo a nota da Corte, a análise técnica dos dados telemáticos do celular indicaria que as mensagens jamais foram enviadas diretamente para Moraes.

Apesar disso, a reportagem de O Globo afirma que sua apuração, baseada em fontes que acompanham o caso, contradiz a versão oficial. Enquanto o STF argumenta que os arquivos estariam organizados em pastas de terceiros no dispositivo utilizado para registrar os prints, o jornal sustenta que a extração feita pela Polícia Federal mostra o histórico completo das mensagens direcionadas ao contato atribuído ao ministro.

O episódio agora amplia a pressão em torno da perícia da Polícia Federal e do sigilo determinado pelo ministro André Mendonça, medida que impede a divulgação pública dos nomes de outros contatos ligados aos arquivos analisados no âmbito da CPMI.

Metrópoles

Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças desaparecidas em Bacabal, foi encontrado sem roupas e com sinais de fraqueza, a 4 km de distância da comunidade dele.

Nesta sexta-feira (6/3), em entrevista ao Metrópoles, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, revelou o motivo de Kauan estar nu no momento em que foi encontrado.

“O Kauan perdeu cerca de 8 kg. Ele relata que, por isso, teve de tirar a roupa. Ele realmente andou na mata molhado, porque ele passou em um charco. Ele passa por esse charco, se molha, a roupa começa a cair, e ele tira o calção e a camisa e põe ali em um determinado local”, detalhou Célio.

Anderson Kauan é primo de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, que permanecem desaparecidos desde 4 de janeiro, após os três saírem juntos para apanhar maracujás em uma área de mata no quilombo de São Sebastião dos Pretos.

Após três dias, Kauan foi encontrado nu por um carroceiro em Santa Rosa dos Pretos, distante do povoado dele. O menino relatou que os primos estariam mais à frente, no entanto, as forças de segurança não os encontraram.

O comandante do CBMMA revelou que, no mesmo dia, as equipes de resgate encontraram as roupas de Kauan na mata.

Conforme o passar dos dias, as buscas se avançaram após Anderson Kauan contar que passou a noite em uma “casa caída”, junto aos primos.

A informação foi considerada “preciosa” para a corporação, que utilizou os cães militares para farejar os rastros das crianças naquele perímetro. Segundo Célio, o animal confirmou que Kauan, Ágatha e Allan estiveram no local e apontou a última pista sobre as crianças.

“Os cães detectaram a presença deles na casa caída. Então, a partir dela, os cães fizeram um percurso e farejaram até a margem do rio Mearim. Identificaram que as crianças, as duas, sem o Kauan já chegaram até a margem do rio Mearim”, contou.

Mais espaço, circulação facilitada e novos serviços vêm redesenhando o cotidiano de quem vive no Araçagi. O bairro, que há poucos anos era visto como área de expansão, hoje se consolida como um dos endereços mais valorizados da Região Metropolitana de São Luís.

O crescimento deixou de ser expectativa e passou a ser visível nas ruas. Casas térreas, condomínios horizontais e terrenos amplos atraem famílias que buscam mais tranquilidade sem se afastar completamente do centro urbano. Ao mesmo tempo, investidores acompanham a valorização contínua dos imóveis.

A infraestrutura também avançou. A região passou a concentrar supermercados, atacadistas, restaurantes e uma série de novos empreendimentos comerciais, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos para resolver demandas do dia a dia.

Outro fator decisivo é a mobilidade. A extensão da Avenida Litorânea, em mais 7km, chega, praticamente, ao Condomínio Alphaville, valorizando e modernizando ainda mais a área, melhorando o fluxo de veículos e encurtando o tempo de acesso a diferentes pontos da ilha. Fortalecimento da integração do bairro com outras áreas da capital.

Com expansão planejada e oferta crescente de serviços, o Araçagi se firma não apenas como alternativa, mas como escolha definitiva para quem quer morar com mais espaço e ainda manter conexão direta com a cidade.

O Ministério Público do Maranhão ingressou com Ação Civil Pública contra 11 salões de beleza de São Luís após identificar uma série de falhas sanitárias, problemas de biossegurança e irregularidades nas normas de prevenção a incêndios.

A apuração, conduzida pela 11ª Promotoria de Justiça Especializada, apontou que os estabelecimentos colocavam clientes em risco real de contaminação por doenças como hepatites B e C, além do HIV, principalmente em razão da esterilização inadequada de instrumentos utilizados em procedimentos estéticos.

Durante as fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, apenas o salão Haus 265 regularizou totalmente as exigências. Os demais alvos da ação judicial são:

  • Be Beauty (Olho d’Água e Ponta do Farol)

  • Centro de Beleza Eunice Queiroz (Parque Shalon)

  • Márcia Lima Salão & Estética (Parque Athenas)

  • Dot Beauty (Calhau)

  • Dom Concept (Calhau)

  • Lushe Beauty (Parque Atlântico)

  • Drili Beauty House (Calhau)

  • Autier Studio (Ponta do Farol)

  • Studium Jaqueline Mendes (Cohama)

  • Celso Kamura (Calhau)

     

As investigações começaram após denúncias de que materiais como alicates, tesouras e lâminas não eram esterilizados corretamente. Em alguns casos, houve a constatação de que o procedimento era apenas simulado, com a colocação dos instrumentos em embalagens sem a efetiva utilização de autoclave.

Mesmo após notificações e inspeções anteriores, as inadequações continuaram sendo registradas.

Principais irregularidades encontradas

Os relatórios técnicos descrevem um cenário de descumprimento das normas básicas de saúde pública. Entre os problemas mais recorrentes estão:

  • ausência de área exclusiva para higienização de materiais e falhas no controle do ciclo de esterilização;
  • uso e armazenamento de cosméticos vencidos, com apreensão e descarte de produtos;
  • inexistência do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e descarte incorreto de lâminas e perfurocortantes;
  • funcionamento sem licença sanitária e falta de atestados de saúde ocupacional dos funcionários.

Embora parte dos estabelecimentos tenha resolvido pendências relacionadas à segurança contra incêndios, as infrações sanitárias permaneceram, o que levou o MP a buscar medidas judiciais.

Pedido de indenização e medidas urgentes

A ação tem como objetivo proteger os consumidores e evitar que serviços de estética se transformem em risco coletivo. O Ministério Público solicita indenização por danos morais coletivos no valor total de R$ 1,1 milhão — equivalente a R$ 100 mil por estabelecimento.

Também foi requerida liminar determinando que os salões apresentem, no prazo de 30 dias, toda a documentação sanitária obrigatória e comprovem a adoção contínua de métodos de esterilização adequados. Em caso de descumprimento, pode ser aplicada multa diária de R$ 10 mil.

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  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.