Não, na minha opinião Daniel Vorcaro não é um empresário, muito menos um banqueiro. Daniel Vorcaro é um bandido criminoso que usou tais meios para roubar, ameaçar, coagir, manipular, enganar e infringir leis de forma orquestrada, calculada e amparada por órgãos, sistemas, políticos, funcionários estratégicos e, até, peças da justiça brasileira. Ô sistema prostituído esse nosso!
BANCO MASTER – Uma reportagem exibida pelo Fantástico na noite deste domingo, 8, trouxe novos elementos sobre o caso envolvendo Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pelas investigações como responsável por atividades de vigilância e intimidação contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo a reportagem, Mourão morreu após um episódio ocorrido dentro do presídio onde estava detido. Ele teria sido encontrado desacordado na própria cela depois de uma tentativa de enforcamento. O investigado foi socorrido e encaminhado a um hospital, onde permaneceu internado por alguns dias, mas não resistiu. A morte foi confirmada na última sexta-feira.
De acordo com apurações conduzidas pela Polícia Federal, Mourão teria atuado como uma espécie de operador particular, responsável por acompanhar e monitorar pessoas consideradas opositoras à família Vorcaro. As investigações indicam que ele recebia aproximadamente R$ 1 milhão por mês para desempenhar esse tipo de atividade.
A reportagem também apontou que investigadores encontraram trocas de mensagens entre Mourão e Daniel Vorcaro, material que passou a integrar os documentos analisados no inquérito. Em uma dessas conversas, os dois teriam mencionado o nome do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, em um contexto relacionado à possibilidade de eliminá-lo.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e envolve decisões tomadas pelo ministro André Mendonça ao longo da investigação. As autoridades buscam esclarecer o alcance das atividades atribuídas a Mourão, além de identificar a origem dos recursos utilizados e se houve uso de estruturas privadas para monitoramento, intimidação ou ameaças.
Com a morte de Mourão, o episódio passa agora a integrar o conjunto de fatos analisados no inquérito, que continua sendo conduzido pela Polícia Federal sob supervisão da Justiça.





