Opinião

Paulo Victor: de protagonista a figura esquecida nos bastidores do poder

Vereador Paulo Victor

Na política, o esquecimento costuma ser mais cruel do que a derrota. Derrotas podem ser revertidas. O ostracismo nem sempre.

Como 4 anos mudam uma biografia política!
O ano era 2022 e poucos nomes circulavam com tanta desenvoltura nos bastidores da política maranhense como o de Paulo Victor. Presidente da Câmara de São Luís, era presença constante, articulador, peça importante na engrenagem que ajudou a conduzir a campanha do governador Carlos Brandão ao Palácio dos Leões. Estava em todos os ambientes onde o poder era exercido, ou, pelo menos, onde ele era disputado. O nome de PV era frequente nas conversas políticas e sua influência parecia crescer, porém, o que ninguém sabia era que cairia na mesma velocidade.

Mas, o que aconteceu com Paulo Victor agora em 2026, em mais uma disputa estadual majoritária? Um nome que antes circulava com naturalidade nos ambientes de decisão deu espaço a um silêncio e esquecimento que faz mais zuada do que a sua presença.

Na política, quatro anos podem ser tempo suficiente para mudar completamente o roteiro de uma carreira.

Na sucessão estadual, com Orleans Brandão ocupando o centro das atenções do grupo governista, Paulo Victor virou uma vaga lembrança. Seu nome já não frequenta as rodas políticas, sua participação deixou de ser tema recorrente e o protagonismo que um dia parecia natural deu lugar ao famoso ditado  “elefante na sala” – quando todos sabem que ele está ali, mas preferem fingir que não existe.

Nos bastidores, pouca gente parece surpresa com a mudança de cenário. Ainda assim, quase ninguém fala sobre ela publicamente. Como se a perda de protagonismo tivesse sido absorvida com tanta naturalidade que já nem despertasse questionamentos.

Se me permite dizer, Paulo Victor ao longo dos últimos anos foi, infelizmente, o seu maior algoz. Comportamentos impensados, precipitados, imaturos, foram culminando no que sobrou dele hoje: um político que continua com um cargo de enorme relevância institucional, porém, não passa disso, porque política, influência e cargo nem sempre caminham juntos.

HEXA 2026: Mais uma lembrança do que a gente não viveu

A camisa amarela ainda emociona. O futebol nem sempre

…e já estamos com saudade de mais um sonho adiado. Saudade daquilo que, depois de mais 24 anos de espera, também não vivemos.

Ganhar é bom. Ótimo. Maravilhoso. E quem diz o contrário ou está tentando vender uma humildade que não existe ou já perdeu o vigor pela vida faz tempo. O famoso “já morreu”.

Perder dói. E pode ser qualquer tipo de perda. Inclusive no futebol, quando a gente tenta camuflar as expectativas, controlar a ansiedade e fingir que uma Copa do Mundo é só mais um campeonato. Não é. Nunca foi.

São quatro anos esperando por um mês que passa voando.

De quatro em quatro anos eu faço a mesma promessa: não vou me apegar. Não vou criar expectativa. Não vou deixar um jogo estragar meu humor. Mas basta a bola rolar para eu perceber que menti para mim mesma.

A Seleção Brasileira faz parte da minha infância. Eu sempre fui apaixonada. Cresci assistindo aos jogos, reunida com a família, gritando, vibrando, vendo todo mundo de verde e amarelo, acreditando que o Brasil podia ganhar de qualquer adversário.
Só que, para mim, aquela Seleção deixou de existir faz tempo. Infelizmente!

Hoje eu vejo um futebol diferente. Não estou dizendo que faltam jogadores talentosos. O Brasil continua revelando craques. O problema é que, muitas vezes, parece que o peso das cifras milionárias fala mais alto do que o peso da camisa. A gente não percebe mais uma entrega, um verdadeiro “mata a mata” a qualquer custo. Aquela sensação de que defender a Seleção era o auge da carreira foi se perdendo pelo caminho. É triste acompanhar isso ao longo dos anos e viver olhando pelo retrovisor.

Ontem, 5 de julho de 2026, contra a Noruega, o sonho acabou mais cedo outra vez. E não foi apenas uma derrota. Foi mais uma Copa que termina deixando aquela pergunta que sempre volta: quando é que vamos sentir de novo o gosto de ser campeões do mundo?

O hexa virou uma espera que atravessa gerações.

Tem criança que hoje chora pela eliminação do Brasil do mesmo jeito que eu chorei anos atrás. A diferença é que elas também vão crescer ouvindo histórias sobre um título que nunca viram acontecer. E, apesar de toda frustração, eu sei exatamente o que vai acontecer …

Daqui a quatro anos vou repetir o mesmo discurso. Vou dizer que não vou me apegar. Que não vou criar expectativas. E, infelizmente, vou mentir de novo. Não dá para apagar uma torcida, uma vibração positiva do nosso povo.

Porque ser brasileiro também é isso. É reclamar, criticar, desconfiar, mas, quando a Copa chega é encontrar um cantinho dentro da gente onde a esperança insiste em sobreviver.

Eu tô triste de verdade. Até 2030!

Por Stênio Rezende: “Brandão fica”?!

O assunto toma cada vez mais amplitude com a proximidade do ano eleitoral. Os eleitores brasileiros voltarão às urnas em 2026. No próximo pleito, serão escolhidos presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais.

O foco da temática, no plano estadual maranhense recai sobre a disputa ao Senado ou permanência do Governador Carlos Brandão no governo do Estado, cumprindo integralmente seu mandato.

O cenário político, na sucessão estadual, tem se evidenciado mais nítido a partir das ações do governador, liderança que se reveste cada vez mais de influência na política do Estado. Basta se verificar os ganhos nas eleições municipais do ano passado.

O estilo Brandão de seriedade, dedicação e compromisso, selou alianças numa pluralidade de matizes partidárias, inclusive opostas, como destacado pelos órgãos de imprensa: no primeiro turno, os candidatos apoiados por Brandão foram eleitos em 157 municípios. Esse número representa 72% das 217 prefeituras do estado. Além disso, 16 das 20 maiores cidades escolheram prefeitos alinhados à sua base, prova de que o governador vem conduzindo seu mandato de forma municipalista e integrada.

Em semelhante perspectiva e atentos à melhora progressiva da condição de vida dos maranhenses e desenvolvimento do Estado, espera-se que o Maranhão, em 2026, desempenhe um papel ainda mais relevante no Senado Federal, representado por lideranças que priorizem o bem-estar da população, promovam o desenvolvimento sustentável e garantam que o estado esteja cada vez mais integrado ao progresso do país.

Daí então, se levarmos em consideração que há agentes políticos naturalmente mais flexíveis, pacientes e dedicados, adaptáveis a situações complexas e aos desafios da vida pública, recrutados a cumprir missão tanto no executivo quanto no legislativo, nos virá a pergunta coletiva e uníssona: -Brandão fica?

Por Stenio Rezende, ex-deputado estadual, médico e agropecuarista.

  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.