março 14, 2026

Mais de 30 mil pessoas reunidas no lançamento da pré candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão

Neste sábado, 14, o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão reuniu lideranças políticas de várias regiões do estado em São Luís e marcou o início público da articulação em torno do nome do emedebista

Uma tarde / noite de tirar o fôlego, literalmente falando; porque o que deu de gente no espaço interno do Multicenter Sebrae, para o evento de pré candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão, não está escrito no gibi. O ato político, realizado em São Luís, reuniu lideranças de diversas regiões do estado e marcou a largada do projeto do emedebista na corrida eleitoral.

Lideranças de 11 partidos também marcaram presença no encontro — entre eles Partido Democrático Trabalhista, Partido da Renovação Democrática, União Brasil, Republicanos, Progressistas, Cidadania, Avante, Podemos, Partido Verde e Solidariedade — além de 182 prefeitos de diferentes municípios maranhenses. A presença expressiva de gestores municipais e dirigentes partidários evidenciou a tentativa de consolidar uma base política ampla, voltada à articulação de alianças e ao debate de propostas para o desenvolvimento do Maranhão.

Com o lema “Por Todo o Maranhão”, o encontro evidenciou a mobilização política que vem se formando em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão. O ato reuniu um grande público e teve clima de entusiasmo, com a participação de milhares de pessoas vindas de diferentes regiões do estado.

Entre os presentes, filiados partidários, dirigentes municipais, prefeitos, deputados, vereadores, lideranças comunitárias e apoiadores em geral. A diversidade de representações políticas e sociais reforçou o movimento de articulação que busca ampliar a base de apoio ao projeto do emedebista para o Governo do Maranhão.

“Tenho dedicado a minha vida a rodar o Maranhão e a cuidar dos maranhenses. Meu nome é Orleans Brandão e podem espalhar aos quatro cantos do estado que o futuro chegou. E avisem em cada cidade, em cada bairro e em cada comunidade do Maranhão que o novo tempo chegou e vamos seguir em frente pelos trabalhadores, pelos municípios e por todo o Maranhão”, conclamou o pré candidato ao governo do Maranhão, Orleans Brandão.

Ao final de sua fala, o pré-candidato fez um apelo para que lideranças políticas e a população caminhem lado a lado na construção de um Maranhão com mais oportunidades e justiça social. Orleans Brandão destacou que esses princípios têm orientado sua atuação à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas do Maranhão, cargo em que vem intensificando o diálogo com as prefeituras, fortalecendo parcerias institucionais e apoiando iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos municípios e à melhoria das condições de vida da população em diferentes regiões do estado.

“Eu saio daqui com o coração cheio de gratidão, muito feliz, muito entusiasmado para seguir esse trabalho. Temos um grande líder e um grande grupo que em todo o estado do Maranhão está transformando vidas. 
Eu tenho andado esse estado. Tenho me dedicado, todos os dias, a fazer o meu trabalho e tá aqui o reconhecimento. Mais de 30 mil pessoas aqui; gente de todo o estado do Maranhão. Muito feliz por esse momento na certeza de que muito já foi feito, mas tem muito mais para fazer porque o futuro é muito promissor”, declarou Orleans.

Quando pais se expõem à humilhação de pedir à Justiça que lhes ensine a ser pais

Criança não cria vínculo por decisão judicial

Para começar esse texto, primeiro, gostaria de explicar o porquê do título e o que eu realmente gostaria de dizer com ele.

Quando eu digo que é “humilhante” quando homens / pais, precisam do Judiciário para lhes ensinar o que deveria nascer na própria responsabilidade, maturidade, caráter, amor e afeto, eu não quis dizer que é a Justiça ou o tribunal – nesse caso -, que humilha. Mas, sim, é uma ironia moral; a situação constrangedora de uma pessoa “se prestar” a situação vexatória de expor publicamente a própria incapacidade de exercer algo, de forma natural e livre, como a paternidade.

Qualquer homem pode ter o título de genitor. Pai não! Paternidade, na prática, no cuidado, na rotina, na responsabilidade, não deveria depender de mediação judicial e muito menos de uma obrigação mínima. A convivência apenas 2 vezes por mês, a cada 15 dias. Isso é paternidade ou turismo?

Porém, o que mais vemos são homens se digladiando, esperneando, se expondo ao ridículo para a justiça lhes conceder esse “mínimo”. Afinal, no fundo, é isso mesmo que querem; camuflar para si mesmos que estão sendo pais, que muito antes disso não existiu um abandono em todos os sentidos. É um tipo de desencargo de consciência. Quando alguém precisa de decisão, regra ou ordem para cumprir o mínimo de convivência, isso revela um vazio de iniciativa pessoal.

Sentença organiza, mas não cria relação!

O que mais eu tenho lido, visto e sabido são jurisprudências de muitas varas de família do Brasil onde tem crescido algo silencioso e, eu diria, até, triste: a guerra de judicialização daquilo que deveria nascer espontaneamente — o vínculo entre pais e filhos.

Cada vez mais, mães sobrecarregaras e crianças – de quebra -, são arrastadas para disputas intermináveis, onde processos, petições e recursos parecem substituir aquilo que deveria ser simples. Gente, eu disse SIMPLES: comunicação, maturidade, presença, cuidado e responsabilidade afetiva.

Não é raro, nem um pouco, encontrar casos em que um genitor transforma o Judiciário em palco permanente de conflito. Protocolos sucessivos, recursos em sequência, acusações, tentativas de desqualificação da mãe e uma litigância que parece não ter fim. A criança, que deveria ser o centro da preocupação, acaba se tornando apenas pano de fundo de uma disputa de ego, egoísmo e vaidade. É como se fosse uma briga de braço, onde o ser quer provar sua “masculinidade” por meio da força, de intimações e do “eu preciso vencer”. Eu já vi todo tipo de imaturidade, criancice, meninice, mas, essa, tem me assustado.

Em muitos desses casos, a estratégia é previsível. Quando não conseguem ter constância, responsabilidade, amor na prática, divisão da rotina sobrecarregada, alguns homens que se acham pais recorrem a outra ferramenta: o desgaste judicial. Precisam “se” provar de alguma forma que sim, são “homens”, são pais de verdade.

Há também um padrão que está virando moda e que o Judiciário precisa estar atento e com o olhar mais sensível e atualizado nesse tipo de disputa: a tentativa de desqualificar a mãe. Não se ataca apenas a situação concreta — ataca-se a doação e capacidade materna. Agora virou moda criar a narrativa de que a mãe é a “dificultadora”, “controladora” ou “alienadora”, ainda que seja justamente somente ela que, na prática, esteja sustentando sozinha a rotina, as finanças e os cuidados da criança. Isso já é manobra antiga: quando não se consegue provar presença, tenta-se provar culpa no outro. É projetar no outro tudo o que esse pai, no fundo, sabe de si mesmo.

Só que o grande problema é que no meio dessa perseguição processual, existe uma criança. E criança não cria vínculo por decisão judicial.

A Justiça pode determinar dias de visita, horários, regras de convivência, períodos de férias, chamadas de vídeo, transporte, entrega e devolução. Pode regular quase tudo; mas há algo que nenhuma sentença é capaz de impor: a doação, na prática, de ser pai. Muitos destes pais “berram” que pai e mãe têm direitos iguais, só que no dia a dia o que se vê é o vazio, o hiato dessa entrega e responsabilidade genuína.

Nenhum tribunal vai conseguir gerar na mente de um adulto infantilizado e egoísta que afeto não nasce em despacho. Que o dia a dia, as fases, as primeiras palavras, os beijinhos espontâneos, o pedido de abraços, os primeiros passinhos, não podem ser produzidos em acórdão. Vínculo não se constrói por obrigação.

Até numa calçada, sentados, um pai e um filho podem estar juntos, sendo aquele momento eternizado, mais do que um final de semana imposto e com hora para acabar. Cheio de regras.

Como um pai busca ferozmente e incansavelmente isso na justiça, podendo usar todo esse tempo e disponibilidade para simplesmente amar, participar, brincar de se sujar, acompanhar as fases, os dias, as novidades de crescimento? Como um pai luta por tão pouco e ao conseguir apenas uma liminar que estabelece o mínimo, com regras, se sente tão vitorioso?

Como um pai que poderia exercer a paternidade livremente, opta por fazê-la com horários marcados e com um manual de regras a cumprir? Estranho, viu?

E, assim, vai se criando um modelo assustador de parentalidade: uma paternidade burocratizada e imposta por um tribunal.

O pai não se aproxima porque sente falta ou deseja estar presente. Ele aparece porque “é o dia dele”.

Ele não telefona para saber como está sendo o dia da criança, como ela está ou se ela está precisando de alguma coisa. Ele telefona para dizer que está na porta, para cumprir o que está escrito na sentença.

Podem apostar. Esse tipo de vínculo não  sobrevive fora das páginas do processo. E, ainda bem que filhos crescem e vão percebendo os ruídos ao seu redor; vão aprendendo o que é obrigação e prioridade e vão percebendo em qual destes locais estão inseridos.

Percebem quem sempre esteve ali, por cuidado, por entrega, doação, por amor, ou quem esteve somente em nome de “meu direito” ou para cumprir tabela.

Quando alguém precisa que um juiz lhe diga como estar presente na vida de um filho, o problema realmente é jurídico? Porque, no fundo, o que nenhuma decisão judicial consegue fabricar é aquilo que deveria vir antes de qualquer processo: a vontade verdadeira de ser presente. E isso não nasce em despacho.

  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.