Igarapé Grande: Após repercussão negativa, prefeito que confessou ter assassinado PM não reassume prefeitura

O caso do prefeito João Victor Xavier (PDT), da cidade maranhense de Igarapé Grande continua gerando forte repercussão política e jurídica.
Ele, que foi indiciado por assassinar o policial militar Geidson da Silva em julho deste ano, deveria retornar ao cargo na última sexta-feira, 7 de novembro, ao término de sua licença médica de 125 dias. No entanto, um novo pedido de afastamento foi apresentado à Câmara Municipal, impedindo seu retorno imediato à prefeitura.
Fontes políticas locais afirmam que questões partidárias e estratégicas pesaram na decisão. O retorno de João Victor poderia causar desgaste ao grupo político do senador Weverton Rocha (PDT), de quem o prefeito é aliado — além de sobrinho do ex-prefeito Erlânio Xavier, figura influente no partido.
Dessa forma, o prefeito apresentou novo atestado médico, alegando continuidade de tratamento, o que deve prorrogar sua licença por mais um período (a ser confirmado pela Câmara nesta segunda-feira, 10 de novembro). Enquanto isso, a vice-prefeita Maria Itelvina (PDT) continua exercendo interinamente o cargo.
Relembre o crime
O homicídio ocorreu em julho de 2025, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale (MA). Segundo as investigações, o prefeito atirou cinco vezes contra o policial militar Geidson da Silva, após uma discussão motivada pelo uso do farol alto do carro do gestor.
Após o crime, João Victor se apresentou espontaneamente à polícia, mas foi liberado por não ter sido preso em flagrante. O Ministério Público posteriormente solicitou sua prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça de primeira instância. No entanto, em setembro, o Tribunal de Justiça do Maranhão concedeu liberdade com uso de tornozeleira eletrônica, decisão do desembargador José Joaquim Figueiredo, permitindo que o prefeito responda ao processo em liberdade.
O caso segue em andamento e deve continuar repercutindo tanto no campo político quanto no judiciário.



