Saúde

Secretaria de Saúde do Maranhão confirma 1º caso da variante P.1 da COVID 19

Usando a rede social no início da noite desta sexta-feira, 26, o Secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula, anunciou o 1º caso da variante P.1 da COVID19. Caso confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), segundo a publicação do secretário. Trata-se de uma mulher, de 35 anos, moradora de Paço do Lumiar – região metropolitana de São Luís.

A nova cepa do coronavírus, P.1 é conhecida por ter mutações que tornam o vírus mais contagioso e, também, mais resistente a anticorpos.

A variante foi identificada pela primeira vez em Manaus, no início de janeiro

Variante P.1

Embora existam centenas de variantes do coronavírus já identificadas no mundo, a variante brasileira P1 tem mutações que tornam o coronavírus mais contagioso e, também, mais resistente a anticorpos da doença, o que pode aumentar o número de casos, inclusive, entre as pessoas que já se recuperaram da covid-19.

A variante P1 foi identificada, pela primeira vez, em quatro pessoas que voltaram ao Japão depois de uma viagem ao estado do Amazonas.

Mutações da variante

A variante P1 tem três mutações genéticas principais que causam mais preocupação nos cientistas:

N501Y – A mutação N501Y (também chamada de “Nelly”) é uma alteração genética da proteína da espícula do coronavírus — as pontas que formam a sua coroa e que são o primeiro ponto de contato do vírus com as células.

Essa mutação permite que o vírus se encaixe de forma mais firme nas células humanas, o que faz com que seja mais contagioso. Essa mesma mutação também é encontrada nas variantes do Reino Unido (chamada de B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.351).

E484K – Esta é outra mutação na proteína da espícula do vírus, encontrada também na variante da África do Sul. Em testes de laboratório, essa mutação tornou o vírus mais resistente a anticorpos formados pelo sistema imunológico. Essa diferença pode estar por trás de um maior número de casos de reinfecção do coronavírus.

Estudos recentes mostraram que a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford tem uma eficácia menor contra a variante da África do Sul.

K417T/K417N – Esta mutação também permite que o vírus se encaixe de forma mais fácil nas células, aumentando o contágio. Ela também está presente na variante da África do Sul.

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