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Pra variar: nenhuma praia de São Luís presta para tomar banho

Chega a ser inacreditável, que entra governo, sai governo e a situação das praias fedidas de São Luís continuam sempre no imbróglio de nunca estarem 100% aptas para banho. Dificilmente vimos medidas eficazes sendo desenvolvidas, na forma de ir na “raiz do problema”, a fim de melhorar a balneabilidade das praias ou manutenção no sistema de esgotamento sanitário e das estações de tratamento de esgoto que influi, diretamente, na qualidade das águas. Cabe aos órgãos competentes, municipais e estaduais tratar o saneamento básico com responsabilidade.

Cabe aos órgãos competentes, municipais e estaduais, tratar o saneamento básico com responsabilidade

A melhoria nas condições das praias é, sobretudo, uma questão de saneamento básico. O lançamento de esgotos “in natura” nos cursos de água, chega às praias e contamina o mar e a areia das praias. Daí a necessidade e importância de se tratar o esgoto, individual ou coletivamente, levando sempre em conta a solução mais adequada às condições socioeconômicas e ambientais de cada praia.

Segundo o último laudo de condições de balneabilidade das praias da Região Metropolitana de São Luís, divulgado nessa quarta-feira (31), pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), todos os trechos de praias analisados em São Luís estão impróprios para banho.

De acordo com a Sema, os 14 trechos analisados das praias da Ponta d’Areia, Ponta do Farol, São Marcos, praia do Calhau e Olho d’Água estão sem condições de uso pelos banhistas.

Os únicos pontos de praias próprios para banho na Grande Ilha estão em São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Dos oito trechos analisados nessas cidades, seis estão adequados para serem frequentados, já dois estão impróprios.

O laudo refere-se à ação de monitoramento realizada no período de 1º a 29 de março, integrando a série de acompanhamento semanal das condições de balneabilidade das praias da Ilha do Maranhão.

Segundo a Sema, foram coletadas e analisadas amostras de água de 22 pontos distribuídos nas praias de São Luís e trechos de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O monitoramento obedece aos padrões estabelecidos na Resolução CONAMA nº 274/2000.

A Sema destaca que, com o período chuvoso na Grande Ilha, o volume das chuvas influencia negativamente na qualidade das águas das praias, pois há maior condução de matéria orgânica, vinda da lavagem das vias públicas, para os rios e, consequentemente, para os mares.

Responsabilidade da população

São Luís é uma Ilha. Fica no litoral e do ponto de vista econômico, quanto do de saúde pública, é mais do que imprescindível garantir a balneabilidade das praias, a fim de manter as suas atratividades como polos de turismo. Uma alternativa de grande importância para o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida da população litorânea.

Agora, além dos esforços que devem ser empreendidos pelo Estado e pelas prefeitura, a comunidade deve, também, desempenhar seu papel, sobretudo, quando passa a exigir boas condições de balneabilidade para as praias que frequenta. A participação da população, com consciência e responsabilidade de manter o local limpo, não despejar dejetos ou jogar lixo, ações coletivas, tais como, campanhas e atos públicos, são fatores fundamentais na busca de soluções para os problemas ambientais do município.

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