Mulher

Violência contra a mulher aumentou em meio à pandemia, segundos dados da Casa da Mulher Brasileira

A violência contra a mulher é um problema global que atinge todas as classes sociais e os mais diferentes níveis de formação, sejam eles, culturais, religiosos ou educacionais.

Se o número de agressões contra mulheres, abusos e feminicídios tem dado um salto gigantesco nos últimos anos, imagina como essa estatística cresceu durante o confinamento e os meses que se seguem em meio à pandemia do novo Coronavírus?!
A razão é que, isolada do convívio social, a vítima fica ainda mais refém do agressor e, muitas vezes, impedida de fazer boletim de ocorrência na delegacia.

Aqui no estado, por exemplo, com o confinamento, essas denúncias aumentaram, segundo dados da Casa da Mulher Brasileira, localizada no bairro Jaracaty, a qual funciona como um Centro de acolhimento humanizado para atender mulheres em situação de risco e vulnerabilidade, além de atuar no enfretamento e combate para diminuir a violência contra a mulher.

“No período de maior pico da pandemia, nós observamos que houve uma subnotificação das denúncias das situações vivenciadas pelas mulheres.
Então, diminuíram os números de registros de ocorrências, de boletins e, até, de medidas protetivas.
Mas, após o período de maior ápice, os números já começaram a crescer, inclusive, em alguns meses, até maiores, num comparativo do mesmo período de 2019″, revelou a delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias da Mulher no Maranhão.

Para se ter uma ideia, foi feito um comparativo entre os meses de Julho de 2019, a Julho de 2020 – um dos meses de maior pico da pandemia -, houve um aumento nos registros de boletim de ocorrência.

Se em 2019, registrou 483 casos de violência contra a mulher, em 2020, mesmo período, subiu para 543.
Já o Auto de Prisão em Flagrante, aumentou de 37 casos, em Junho de 2019, para 45 casos em 2020 e as Medidas Protetivas de Urgência, aumentaram de 322, para 360, nos comparativos.

Quando tive a oportunidade de entrevistar a delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das delegacias da mulher no Maranhão

Ainda de acordo com a delegada e coordenadora, o Maranhão conta com 24 delegacias da Mulher em municípios do estado, além de 99 organismos de políticas para as mulheres, ou seja, órgãos e movimentos sociais de proteção à mulher.

“A Casa da Mulher Brasileira, assim com a Casa da Mulher Maranhense, localizada na cidade de Imperatriz, funcionam como complexos de atendimento para as mulheres em situação de violência, a fim de minimizar os efeitos da rota crítica, ou seja, a situação que a mulher se encontra e que precisa denunciar, precisa ter várias demandas atendidas, que não apenas somente a denúncia na polícia, mas, a garantia de seus direitos atendidos; como, atendimento psicossocial, atendimento médico”, orientou a delegada.

Aplicativo Salve Maria Maranhão

O aplicativo Salve Maria é uma ferramenta desenvolvida para ajudar no combate à violência contra a mulher nos municípios da Ilha de São Luís.

Nele, é possível acionar atendimento imediato para o 190, por meio de um botão de segurança.

O APP é mais um meio disponibilizado para potencializar o enfrentamento à violência de gênero e que se soma a outros canais, a exemplo da delegacia “online”, que permite denunciar situações de violência de gênero, doméstica e sexual, às forças policiais.

Portanto, você, mulher, baixe o aplicativo agora mesmo e, fia, NÃO SE CALE!

Disponível apenas no sistema Android

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