Saúde

COVID19: 26 de fevereiro, 1 ano do primeiro caso da doença no Brasil

Hoje, 26 de fevereiro!
Um ano exato em que foi registrado o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus, em São Paulo. Um senhor, 61 anos, advindo da Itália, que, à época, era o epicentro da doença no mundo.
De lá para cá, são incontáveis as perdas que tivemos. Muitas destas perdas insubstituíveis. Perdas que não cabem em cálculos ou estatísticas, somente o coração mensura. Algo além do financeiro, do palpável, do material. Uma doença invisível, mas que deixou o mundo refém de seu estrago e suas sequelas.

Completando 1 ano exato do primeiro caso da Covid19 no Brasil, anunciado pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro de 2020, país segue em números altíssimos de infecções e óbitos em decorrência da doença. Só nas últimas 24, mais de 1.500 mortes foram registradas no Brasil. No total, já são mais de 10,4 milhões de pessoas infectadas e as mortes superam as 251 mil pessoas.

Além da preocupação pelo avanço que segue rápido e com variantes preocupantes pelo potencial de contaminação, como é o caso da P.1 (observada no Amazonas), da B.1.1.7 (Reino Unido) e da B.1.351 (África do Sul), a vacinação caminha a passos lentos.

Nesses 366 dias (ano passado foi bissexto) de pandemia, acredito que quase tudo o que poderia ser falado sobre a doença, causa, prevenção, contágio, combate, foi “sangrado” do tanto que foi destrinchado.
A verdade é que a COVID19 caiu no colo do mundo, pegando todo mundo de surpresa. Ninguém sabia lidar com ela ou estava preparado para combatê-la. Fomos, junto com os órgãos de saúde, descobrindo, achando, falando e errando no que acreditávamos que poderia ser a solução.

Portanto, reafirmo, aqui, alguns dos erros e acertos que vimos descobrindo, na prática:

  • Cloroquina e hidroxicloroquina não são úteis no tratamento – não há remédio, até agora, que cure a doença;
    – embora sua eficácia contra a covid-19 tenha sido apontada inicialmente por pesquisadores chineses e, em seguida, por um grupo de pesquisa francês, desde então muitos estudos assinalaram que esses medicamentos não trazem benefícios ou mesmo podem causar efeitos deletérios.

  • Uso de máscara é uma ferramenta essencial para conter o contágio do coronavírus;
    – O uso de máscara, por si só, não impede a propagação do coronavírus, mas ajuda bastante a contê-lo, segundo vários estudos realizados sobre o assunto. Segundo especialistas, a máscara traz ao menos dois benefícios: ela protege quem usa e, ao mesmo tempo, resguarda quem está por perto de um indivíduo infectado.

  • A COVID19 não afeta e mata somente idosos. Bebês, jovens e adultos, todos estão sujeitos;
    – O risco de desenvolver sintomas graves da covid-19 aumenta com a idade, com adultos mais velhos sob maior risco. A razão para isso é muito simples – e nada tem a ver com o coronavírus: quando ficamos mais velhos, nosso sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo, também envelhece.

  • A COVID19 não é uma gripezinha;
    – No Brasil, a covid-19 foi a causa-morte com mais vítimas no ano passado, superando outras doenças com alta letalidade, como AVC, infarto e pneumonia, segundo dados do Portal da Transparência dos cartórios.
  • Já foi comprovado que a COVID 19 não foi criada em laboratório da China;
    – No início deste mês, uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável por investigar o surgimento do Sars-CoV-2 concluiu, após missão em Wuhan, marco zero da pandemia, que todos os indícios apontam para uma origem “animal” do novo coronavírus. A pesquisa sobre a origem do coronavírus ainda é um trabalho em curso.
  • Contágio por embalagem e alimentos, é mínimo;
    – Em agosto do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que “não há atualmente nenhum caso confirmado de covid-19 transmitido por alimentos ou embalagens de alimentos”. Mas lista uma série de precauções que podemos tomar para evitar contaminação cruzada. Também diz que não há necessidade de desinfetar as embalagens dos alimentos, mas “as mãos devem ser bem lavadas após manusear as embalagens dos alimentos e antes de comer”.
  • É possível contrair a doença 2 vezes;
    – Pesquisa feita pela agência governamental de Saúde Pública da Inglaterra, a Public Health England, apontou que a maioria das pessoas que já contraíram covid-19 (83%) tem imunidade por pelo menos cinco meses. Mas casos de reinfeção por covid-19, embora raros, estão sendo identificados em vários países, inclusive no Brasil. A maior preocupação dos especialistas, contudo, envolve a reinfecção por novas variantes.

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