Saúde

COVID 19: governador do Piauí anuncia lockdown ‘parcial’ no Estado

As restrições começam a valer das 0h de quarta-feira e seguem até o dia 7 de março. Durante esse período, poderão funcionar apenas atividades consideradas essenciais, como, construção civil e área da saúde. Comércio, bares e restaurantes, somente funcionarão por meio do sistema delivery. Já as aulas presenciais, na rede pública e privada, além de atividades religiosas, estão proibidas de acontecer em todo o estado do Piauí.

Wellington Dias – governador do Piauí

O governador piauiense Wellington Dias (PT) anunciou, há pouco, que ficarão suspensas, até o dia 7 de março, todas as atividades presenciais no Estado, com exceção dos serviços essenciais.

A medida vem após a ocupação dos leitos de UTI chegar a mais de 90%, em decorrência de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e, com isso, a grande chance de ocorrer colapso na rede de saúde. O governo não divulgou ainda o decreto, mas adiantou algumas medidas do “lockdown parcial” que ocorrerá com restrições semelhantes ao do ano passado.

O comércio, bares, restaurantes suspendem o atendimento presencial e os serviços só irão funcionar por delivery.

Veja o que funcionará:

– mercearias, mercadinhos, mercados, supermercados, hipermercados, padarias;
– farmácias, drogarias, produtos sanitários e de limpeza;
– lavanderias;
– postos revendedores de combustíveis, distribuidoras de gás, oficinas mecânicas e borracharias;
– lojas de conveniência e de produtos alimentícios, situadas em rodovias e BRs, na zona rural;
– hotéis, com atendimento exclusivo dos hóspedes;
– distribuidoras (exceto de bebidas alcoólicas) e transportadoras;
– serviços de segurança e vigilância;
– serviços de alimentação preparada e bebidas exclusivamente para sistema de delivery ou drive-thru;
– bancos, serviços financeiros e lotéricas;
– serviços de telecomunicação, processamento de dados, call center e imprensa;
– transportes de passageiros;
– hospitais e laboratórios;
– prestação de serviços de atividades físicas.

Ficam proibidos:

– Atividades religiosas de forma presencial – missas e cultos;

– Suspensas atividades em parques, praias e espaços que podem gerar aglomerações;

– Proibidas as realizações de festas, shows, atividades culturais e esportivas;

– Atividades presenciais em todos os órgãos públicos; e irão funcionar apenas 30% de atividades presenciais de servidores;

– Suspensas aulas presenciais; apenas remotas;

As restrições começam a valer das 0h de quarta-feira e seguem até o dia 7 de março. Durante esse período, poderão funcionar apenas atividades consideradas essenciais, como, construção civil e área da saúde. Comércio, bares e restaurantes somente funcionarão por meio do sistema delivery. Já as aulas presenciais, na rede pública e privada, além de atividades religiosas, estão proibidas de acontecer em todo o estado do Piauí.

“A situação é muito grave. Temos um problema real, em relação a mais profissionais. Não estamos encontrando profissionais para criar mais leitos. Estamos com dificuldade também para o abastecimento de remédios e insumos. Em razão disso, estamos pedindo a contribuição das pessoas. Vamos fazer um esforço muito grande para reduzir os adoecimetos e óbitos, para garantir a retomada com menos prejuízos para a própria economia”, destacou o governador Wellington Dias.

Inicialmente, as medidas seriam adotadas apenas em regiões mais atingidas, mas o Estado mudou o posicionamento após ouvir os técnicos do COE – Comitê de Operações Emergenciais.

“A medida prevalece para todo o Estado. Eu mesmo estava colocando a necessidade de ter uma posição para as quatro regiões mais afetadas, porém, o Comitê orientou e nós acatamos que todo o Piauí terá que seguir esse regramento”, anunciou o governador.

Cidade Verde

Saúde

COVID 19: um novo local, em serviço de testagem drive-thru, começa a funcionar em São Luís

Um novo serviço de testagem, em drive-thru, começou a funcionar hoje (22), no Complexo do Castelão, na Vila Palmeira. O serviço que está sendo oferecido pelo Governo do Estado vai atender grávidas, pessoas a partir dos 45 anos e pessoas com deficiência.
A estratégia integra as ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em combate à pandemia e está sendo coordenada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).

Serão três tendas de testagem, instaladas no estacionamento da pista de atletismo do Complexo do Castelão, com capacidade para atender 800 pessoas diariamente. O horário de funcionamento será das 8h às 16h. Para ter acesso ao teste rápido, as pessoas do grupo determinado devem apresentar documento com foto, exames ou laudos comprobatórios.

O sistema de drive-thru foi ofertado à comunidade em três edições no ano passado. De acordo com levantamento, nas três edições, foram testadas 22.571 pessoas, sendo que 18.144 testaram negativo.

Saúde

COVID19: Ocupação de leitos de UTI ultrapassa os 90% em São Luís e região metropolitana

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 na Grande Ilha chegou a 90,48%, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A notícia foi dada pela secretaria no último domingo, 14.

Dos 126 leitos disponibilizados, apenas 12 estão disponíveis. Os leitos são destinados para pacientes de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e para casos graves vindos de cidades do interior do estado.

A alta é reflexo do aumento do número de casos de infecção pela doença nos últimos dias. Entre os dias 8 a 14 de fevereiro, foram registrados 3.096 novos casos de Covid-19 em todo o Maranhão.

Em relação aos leitos de enfermaria ou leitos clínicos na Grande Ilha, a taxa de ocupação chegou a 47,99%. Dos 298 leitos disponíveis, 143 estão ocupados e 155 livres.

A situação é menos crítica em relação aos leitos de enfermaria ou leitos clínicos, que registram uma taxa de ocupação de 60,54%. Ao todo, foram disponibilizados 185 leitos e, destes, 112 estão ocupados e 73 livres.

Outras cidades

Em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão localizada no sul do estado, a ocupação de leitos de UTI chegou a 75%. O município que atende mais de 10 cidades na região, possui somente 32 unidades com respiradores para receber pacientes com Covid-19.

Já em relação aos leitos clínicos, a taxa chegou a 87,65% no domingo. Das 81 unidades, 71 estão ocupadas e 10 ainda estão livres.

Boletim no Maranhão

De acordo com o último boletim divulgado, nesta segunda-feira (14), pela SES, o Maranhão tem 213.087 casos confirmados e 4.860 mortes em decorrência da doença coronavírus.

Desde o início da pandemia, 199.570 pessoas já estão recuperadas da doença. Ao todo, o Maranhão já realizou 520.392 testes e destes, 388.514 foram descartados.

G1 Maranhão – com alterações 

Saúde

COVID19: “a gente não aguenta mais ver as pessoas morrendo”, desabafa médico infectologista

Infectologista de hospital em um município do Pará, relata como a nova variante de Covid chega à região de barco e se espalha com velocidade maior que na primeira onda.
João Assy é médico infectologista e atua há seis anos em Santarém, no Pará

Em depoimento a Lianne Ceará

Santarém é como se fosse uma capital do interior, um polo regional para a saúde. Fica a 700 km de Belém e outros municípios dão quase mil quilômetros da capital, então essa população acaba vindo pra cá. Uma coisa ou outra que não dá pra resolver aqui a gente encaminha pra Belém, mas, antes disso, eles passam por aqui. Temos uma ligação muito forte com Manaus, a distância daqui para lá e pra Belém é quase a mesma, chega a ser até mais perto para Manaus, são 700 km até Belém e cerca de 600 até lá.

Pelo Rio Amazonas, Santarém fica bem no meio entre Belém e Manaus. A ligação entre Santarém e Manaus é cultural, regional e talvez até mais forte que com Belém, então o fluxo de pessoas indo e vindo é muito frequente. A gente recebeu muita gente fugindo da situação do começo do ano em Manaus, pacientes que enfrentavam a viagem de três dias de barco para vir pra cá. Conversei com alguns pacientes e eles contavam que vinham de Manaus, de barco, alguns assintomáticos. Outros vinham já sintomáticos. Quando as coisas começaram a piorar lá com a nova variante, pioraram de imediato por aqui. Quando a nova variante surgiu lá, logo em seguida deve ter chegado aqui. Muita gente de Manaus e dos municípios na divisa com o Pará, como Parintins, Nhamundá, começaram a vir por essa linha fluvial. Mas quando as coisas ficaram mais complicadas aqui, foi necessário proibir a entrada de barcos do Amazonas.

No final de ano, muita gente daqui, que tem família lá, foi pra lá – porque aqui, assim como no país todo, não houve decisão firme para se evitar reuniões, mesmo que menores. Havia um decreto que proibia eventos com mais de 300 pessoas, a gente até brincou na época que não faz o menor sentido achar que uma festa de 290 pessoas é segura no meio de uma pandemia.

Somos quatro infectologistas na cidade. No começo da pandemia, estávamos contratados para ajudar no fluxo da UPA, com pronto-atendimento, e que teoricamente não interna, mas,  nesse casos, pacientes que precisam de internação curta acabam ficando lá. Há outros dois hospitais de apoio. Um é o Hospital Regional, que era para tratamentos mais complexos e de porta fechada, mas que, basicamente, parou todas as atividades para tratar Covid. Lá também é a referência de UTI para Covid da região. O outro hospital é o Municipal, todo tipo de paciente chega lá – traumas, acidente de moto, atropelamentos, e por aí vai…

No começo, o Municipal ficou só com pacientes que não tinham Covid, mas depois do fechamento do hospital de campanha em setembro, acabou recebendo as pessoas com o vírus também. Esse mês, com a piora de janeiro, tivemos que abrir vinte leitos para Covid lá, porque a UPA já não dava conta. A gente espremia, juntava os pontos de oxigênio e colocava cinquenta pessoas lá, mas era um sufoco. No Regional são quarenta leitos de enfermaria e cinquenta de UTIs. Até agora, ainda há uma discussão sobre a reabertura do hospital de campanha, mas, obviamente, os casos não esperaram e subiram antes mesmo de essa discussão chegar ao fim. O nosso maior medo é precisar alocar esses pacientes excedentes e não termos onde. No hospital de campanha tínhamos 120 leitos que não chegaram a lotar, mas, claro, é sempre melhor que sobre espaço.

Outro agravante é que os hospitais particulares daqui não têm leitos de UTI; agora, por medida judicial, estão se organizando para abrir esses leitos. Trabalho aqui há seis anos e, desde sempre, não temos esse suporte da saúde suplementar aqui; quando algum paciente da rede particular passa a necessitar do tratamento intensivo, vem para a rede pública.

Temos muitas dúvidas com relação à nova cepa, sabemos que está circulando, mas faltam estudos empíricos. Recebemos recentemente um boletim do estado sobre pacientes que foram sequenciados e alguns estavam com a nova cepa, em vários municípios diferentes. Até então a gente achava que a reinfecção acontecia, mas que era raro. Grande parte dos pacientes internados agora são reinfecções, então, de duas, uma: ou a imunidade dura seis, sete meses, que é o tempo da primeira onda pra segunda; ou essa nova variante tem um escape imune a ponto de causar reinfecção. Temos a impressão de que está acontecendo em pacientes mais jovens, mas isso pode estar associado à prática do dia a dia desses pacientes, o ideal é que isso seja visto em estudos científicos de fato.

Quando a situação começou a se agravar novamente, vimos a consequência dos problemas enfrentados no ano passado pela gestão estadual, quando muitos médicos chegaram a ficar quatro meses sem pagamento. O problema não é nem o financeiro, mas o sentimento de desvalorização, a gente trabalhava de domingo a domingo a pedido deles e não tivemos o devido pagamento. Esses médicos, que já tinham experiência com a primeira onda, acabaram sendo contratados em outras cidades do interior. Houve uma dificuldade enorme para fazer uma escala aqui em Santarém. Eu também não estava mais na linha de frente e, sinceramente, nem queria voltar. Preferia ficar só no atendimento das outras coisas de infectologia. Mas, de janeiro pra cá, quase imploraram pra gente e acabamos assumindo novamente as enfermarias do Hospital Regional e também dando suporte às UTIs.

Na primeira onda enfrentamos a falta de oxigênio. Estávamos no hospital de campanha e não havíamos parado pra pensar na logística do oxigênio, estávamos tendo um consumo cinco vezes maior que o que a estrutura fornecia. Não tínhamos usina ou tanques de oxigênio, então era no cilindro mesmo. Esses cilindros vinham de balsa de Belém para serem trocados. Num final de semana, a balsa atrasou, e a pressão do oxigênio no hospital começou a cair. Tinham cinquenta ou sessenta pacientes internados e começamos a rapar o tacho do oxigênio que sobrou, ficamos tirando de um pro outro, escolhendo os mais graves naquele momento. Por sorte, não tivemos óbitos naquele dia, como vem acontecendo em Manaus. Mas é uma coisa que desgasta muito. Depois montaram uma estrutura melhor de oxigênio, e isso não voltou a acontecer. Além disso, pela dificuldade de escala dos médicos, houve um dia em que o prefeito da cidade, que também é médico, teve que assumir a UPA. Lá não tinha médico pra nada, nem pra sala vermelha – que é onde ficam os pacientes intubados -, e o prefeito achava que ia assumir apenas o atendimento da frente, mas não tinha médico pra nada num lugar que tem de seis a sete médicos. Nós, infectologistas, passávamos uma vez por dia para ver todos os pacientes. Naquele dia era eu que estaria lá, e acabei dando assistência, pegando um plantão de surpresa e saí de lá às onze da noite.

Agora já sabemos como lidar melhor com o vírus. As cidades menores do interior ainda sofrem com esse problema do oxigênio. O tempo todo recebemos pedido de transferência urgente de pacientes porque está acabando o oxigênio. O que mais me impressiona nessa segunda onda é a rapidez na ocupação desses leitos, a velocidade da curva, a aparente demora em abrir leitos – isso também mostra a força dessa variante amazônica. Acabaram focando muito na história do tratamento precoce que não serve pra muita coisa, e o mais importante, que é abrir leitos, que não é só uma cama e um lençol, isso parece que perdeu o passo. Ficamos para trás, e a mutação do vírus não para de correr. Tem o aumento acelerado e o nosso retardo, enquanto sistema de saúde, de absorver esses casos. Aqui em Santarém entramos agora em lockdown para ver se há  diminuição nesses casos e se podemos tardar esse novo colapso na saúde.

Houve um caso específico que resume todos os sentimentos, de um paciente com a mesma idade que a minha, que não tinha comorbidade, apenas sobrepeso. Era o mais quieto dos pacientes e o que estava mais desconfortável para respirar. Na UPA, o levamos para a sala vermelha de intubação enquanto conseguíamos transferência para o leito de UTI. Uma das grandes diferenças da Covid para as outras doenças é que o paciente, mesmo com a saturação baixa ou desconforto respiratório, fica muito lúcido até a intubação, o que acaba acarretando o problema da falta de medicamento para sedação e anestesia. Nas outras doenças, quando vamos intubar o paciente, a própria enfermidade já mexe com alguma coisa no neurológico e conseguimos sem grandes dificuldades. Na hora de intubar o paciente de Covid, ele sabe exatamente o que está acontecendo, está conversando normalmente. Este, como vários outros, pediu muito para que cuidássemos, que sabia que precisava da intubação. No dia seguinte conseguimos levá-lo para a UTI do Hospital Regional, mas depois de uma semana fiquei sabendo que ele faleceu. Essa coisa de conversar com o paciente até o último minuto tem impactado muito as equipes. Não foi muito diferente do que com os outros pacientes, mas esse me doeu muito pela idade, era jovem como eu. A sensação de impotência é muito constante para nós, médicos. O fato é que a gente não aguenta mais ver as pessoas morrendo.

Saúde

COVID-19: Dúvidas sobre a vacinação? Tire-as aqui!

O Maranhão e todo o Brasil está se aproximando do início da vacinação contra a Covid-19. É um passo fundamental no combate à doença.

Aqui no Maranhão, o governo iniciou, na noite desta segunda-feira (18), a vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19), em cerimônia realizada no estacionamento interno do Palácio dos Leões. As cinco primeiras doses da imunização foram aplicadas em profissionais da saúde da rede estadual e indígenas, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina CoronaVac e o Ministério da Saúde enviar pouco mais de 164 mil doses para o Maranhão.

A primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Maranhão foi Egle Maia Sousa, de 46 anos, que é técnica de enfermagem no Hospital Carlos Macieira, um dos principais centros de referência no tratamento do coronavírus no estado. Em seguida, foram imunizados: Fabiana Guajajara, indígena da Aldeia Arariboia; Conceição de Azevedo, médica infectologista do Hospital Presidente Vargas; Henrique Novaes Sobrinho, fisioterapeuta do Hospital Carlos Macieira; e Sônia de Matos, enfermeira do Hospital Genésio Rêgo.

Quando será a vacinação?

A 1º pessoa vacinada contra a COVID-19, no Brasil, foi a enfermeira de 52 anos, Mônica Calazans, no domingo, 17 de Janeiro.
Ela foi imunizada no Hospital das Clínicas, da faculdade de Medicina da USP.

Um dia histórico para a Nação.

Quem é responsável por fornecer a vacina?

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina CoronaVac.

E a distribuição das vacinas?

O Ministério da Saúde leva até os estados. Em seguida, cabe ao governo de cada estado fazer a distribuição para as cidades.

Qual será a vacina usada?

Isso será definido pelo Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento.

Como será a distribuição no Maranhão?

Ela está seguindo o que está definido no Plano Estadual de Vacinação, feito pelo Governo do Maranhão. Após o recebimento das doses para São Luís, as vacinas serão armazenadas na Rede de Frio do Estado, localizada na capital. Em seguida, a Secretaria de Estado da Saúde fará a distribuição, em até três dias, para as Regionais de Saúde.

Quais veículos serão usados na operação dentro do Maranhão?

Dois aviões, um helicóptero, três caminhões baús e 18 vans refrigeradas.

Quantos locais de vacinação vai haver?

Serão 2.124 salas de vacinação, sendo possível ampliar para 2.500 salas.

E as agulhas e seringas?

O Governo Maranhão tem 4 milhões de seringas e agulhas para a primeira fase da vacinação. E uma nova leva está sendo comprada.

Como vai ser feita a segurança do transporte das vacinas?

Haverá escolta policial durante todo o trajeto. Toda a movimentação deverá acontecer em conjunto com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Centro Tático Aéreo.

Como foram definidos os grupos que serão vacinados primeiro?

É o Ministério da Saúde quem define isso para todos os estados brasileiros.

Quais são estes grupos?

Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais em asilos; população em situação de rua; população indígena, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

Segunda fase: idosos de 60 a 74 anos

Terceira fase: pessoas com diabetes mellitus; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; e obesidade grave, com Índice de Massa Corporal igual ou maior que 40 (IMC≥40).

Quantas pessoas serão vacinadas nestas três fases?

A estimativa é de 1,75 milhão de pessoas.

E o resto da população?

Será vacinada após essas fases, em cronograma ainda a ser definido pelo Ministério da Saúde.

Quem vai aplicar as vacinas?

Isso cabe à prefeitura de cada município. Mas o Governo do Estado também capacitou 60 apoiadores, dentre eles, profissionais da Força Estadual de Saúde (Fesma), técnicos da Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária Estadual, que ajudarão os municípios a executarem a campanha.

A vacina tem contraindicações?

A vacina não é indicada para pessoas com menos de 18 anos, gestantes e quem tenha reação anafilática confirmada a qualquer componente da vacina.

Como será a vacinação de acamados e pessoas com dificuldade de locomoção?

A equipe de saúde de cada município definirá a estratégia para a vacinação dessas pessoas.

Com a vacinação, posso parar de usar máscaras?

Não. A máscara, o distanciamento e a higiene das mãos continuam fundamentais para o combate à doença. Isso tudo só será deixado de lado quando toda a população estiver vacinada.

Saúde

Barão de Grajaú: Prefeitura inicia treinamento à profissionais da saúde para vacinação da COVID 19

A prefeitura de Barão de Grajaú, por meio de secretaria municipal de saúde, já iniciou treinamento com a equipe que vai atuar no trabalho de imunização da vacinação da COVID-19 na cidade. O treinamento começou hoje, 19, liderado por profissionais da secretaria de saúde do estado (SES).

A prefeita Claudimê esteve na capital nos últimos dias, onde pôde se reunir com lideranças estratégicas do estado, a fim de pleitear demandas urgentes para o município.

Prefeita Claudimê e vice-governador do estado, Carlos Brandão

Na oportunidade, se reuniu com o vice-governador do estado, Carlos Brandão (Republicanos) e secretários.
Com o vice-governador, tratou sobre a necessidade de equipamentos e insumos para o hospital Barjosas, para que este possa melhor atender, de forma mais município, dando um basta na transferência de pacientes para a cidade vizinha piauiense.

Outro pedido foi feito em relação ao problema da falta d’água na maioria das casas dos baroneses, além da reivindicação de um Terminal Rodoviário para Barão de Grajaú.

Calendário  vacinação COVID-19

A prefeitura ainda informa às pessoas que são público alvo da primeira dose da vacina, fiquem atentos, pois nos próximos dias o calendário da vacinação vai estar sendo divulgado.

Saúde

URGENTE! Maranhão vai receber pacientes de Manaus por falta de oxigênio e colapso no estado

Coronavírus: A situação em Manaus voltou a se agravar nas últimas horas!

Diversos profissionais de saúde estão usando as redes sociais para fazerem um pedido de socorro: o estoque de oxigênio, essencial no atendimento a pacientes com Covid-19, chegou ao fim em hospitais da região.

Viralizou nas redes, um vídeo em que uma funcionária do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Policlínica Dr. José Lins, no município, suplica por ajuda: “Quem tiver disponibilidade de oxigênio, por favor, traga. É muita gente morrendo, pelo amor de Deus”.

Em coletiva de imprensa, o governador do Amazonas, Wilson Lima, decretou toque de recolher na capital, das 19h às 6h. “Estamos decretando o fechamento de todas as atividades e circulação de pessoas entre as 19h e as 6h, exceto atividades e transportes especiais à vida. Estamos em uma operação de guerra”, declarou.

O político avisou ainda que pacientes e seus familiares receberão apoio para serem transferidos a outros estados, onde serão tratados.

“Não temos oxigênio, não temos leitos, não temos UTI, não tem água potável nos hospitais, não tem equipamento pros profissionais”, disse uma internautas em rede social.

Plano de abastecimento

Em relação ao abastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares, o governador ressaltou que todas as medidas para solucionar as dificuldades logísticas de abastecimento do produto, apresentadas pela empresa responsável, estão sendo adotadas junto ao governo federal.

“O estado do Amazonas está tomando algumas providências relacionadas à questão do oxigênio. Nós já entramos com uma ação na justiça contra a empresa para garantir que ela abasteça em quantidade suficiente a rede hospitalar para atender nossos irmãos acometidos da covid-19. Desde a madrugada estou em contato com o governo federal, tenho conversado com o general Pazuello (ministro da Saúde), com o ministro da Defesa (Fernando Azevedo e Silva), com o general Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional), com outros ministros. O Planalto está mobilizado para que a gente possa superar esse momento o mais rápido possível. Nós estamos numa operação de guerra onde os insumos, sobretudo a questão do oxigênio nas unidades hospitalares, hoje, é o produto mais consumido diante dessa pandemia”, explicou o governador Wilson Lima.

Transferência de pacientes

Governador do AM pede ‘socorro’ e Ministério da Saúde anuncia transferência de pacientes com Covid-19 para outros estados

O Amazonas iniciou a transferência de pacientes para unidades hospitalares de cinco estados. Para isso, além do translado desses pacientes, o governo montou um grupo de apoio psicossocial para pacientes e familiares.

“Estamos montando também um grupo de apoio para esses pacientes e familiares que irão se deslocar para os outros estados. Esse primeiro grupo irá para o estado de Goiás, e outros grupos irão para os estados do Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba e Rio Grande do Norte. E aqui quero agradecer a esses governadores, que num gesto humanitário, estão estendendo a mão para que os nossos irmãos possam ser acolhidos nessas regiões”, afirmou o governador.

Saúde

Coronavírus: Vacinação em São Luís vai começar na próxima quarta-feira, 20, anuncia prefeito Eduardo Braide

Na tarde desta quinta-feira, 14, o prefeito Eduardo Braide, anunciou, por meio de rede social, que a vacinação contra o novo coronavírus vai começar, aqui na capital, na próxima quarta-feira, 20. A decisão aconteceu durante videoconferência realizada pelo prefeito e o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“O Ministério da Saúde vai guardar, tão somente, a liberação das primeiras doses pela Anvisa, que devem chegar em São Luís na segunda-feira, 18.
Na tarrça-feira, 19, já faremos toda a distribuição e, na quarta-feira, 20, pela manhã, daremos início à vacinação”, finalizou o prefeito na postagem”.

Idosos, profissionais da saúde e indígenas devem ser os primeiros a tomar a vacina em São Luís.

Braide ainda frisou que amanhã, sexta-feira, 15, vai apresentar o Plano Municipal de Vacinação, explicando “toda a execução e todos os passos para essa primeira fase da vacinação, assim como, para todas as outras fases que virão.”

Saúde

O Corona Vírus e as classes sociais

Mas existe classe social para essa doença invisível?

Eu fiz esse texto no mês de Junho do ano passado, pico da doença no Brasil e no mundo.
Pior período de isolamento, quarentena e saíamos do lockdown aqui no estado, Maranhão.

Quis reproduzir esse texto aqui no blog porque eu acredito que valha a pena compartilhar com vocês desse pensamento.

 

Ao longo dos séculos, dos anos e a cada geração que se apresenta, herda-se o conceito de que o Brasil, é de nascimento, um país corrupto. De governos corruptos. De gente corrupta!

Os anos continuaram a se passar e cada pessoa seguia a sua vida de acúmulos capitalista, onde o melhor lugar que deveria ser “dentro de um abraço”, como, romanticamente, parafraseia uma música, aqui, no meio de nossa gente, o melhor lugar, é dentro de suas casas, de seus umbigos e de suas contas bancárias.

Sem ninguém esperar, chega ao mundo um vírus invisível à olho nu, que em fração de segundos, faz refém do rico ao pobre. Do branco ao preto. Do público ao anônimo. Do estrangeiro ao brasileiro. Era a COVID19, popularmente conhecida, como Corona Vírus.

O mundo ligado pela doença. Pelo contágio. Pela dor e pela morte.
Pronto! Chegou, finalmente, a hora de todos se unirem em favor da vida. Até porque, a essa altura. é ela que mais importa em meio a uma pandemia devastadora.

O mundo inteiro começou a falar 1 só língua, COVID 19 e a clamar por uma solução, a vacina.

O vírus é contagiosamente rápido, rouba o ar e sai destruindo as plaquetas e glóbulos humanos.
E agora, como manter de pé gente que produz? Que faz o capital girar? A economia? E as arrecadações, como se darão? Para quem pedir, se todos os lugares onde existe vida humana está sendo bombardeado, também, sem defesa?

Empresários, políticos, governos, empregados e, até, desempregados, na luta pela sobrevivência de vida; sobrevivência financeira, há quase 1 ano e a pergunta é a mesma: – o mundo conseguirá continuar de pé nesse momento de ebulição no vulcão.
Até porque, lembra do que foi dito no início do texto? – o Brasil mantém no seio de seu sistema a corrupção, impregnada como uma doença sem cura.

Não, mas espera aí, não é possível que num momento tão vulnerável, tão inédito, tão epidêmico alguém pense em corrupção, em dinheiro, em roubo, em tirar proveito de si próprio.  “As pessoas estão morrendo,” todo dia milhares de pessoas gritam essa frase.

Não é possível, né? Mas, É! Olha os casos de corrupção em vários estados brasileiros só nesse período pandêmico. O tanto de governo, prefeituras e secretarias se aproveitando de mortes a fim de faturar $.

Governos que são denunciados por roubarem verba para a compra de materiais que podem ajudar a salvar vidas.
Governos que usam a morte como sensacionalismo para arrecadar fundos para o seu estado.
Empresários que estão preocupados com a sua queda financeira.
Abre o mercado do país? Fecham as portas os mercados dos país?

E as vidas, importam para quem?

Janeiro de 2021

Pela primeira vez em 2021, o Brasil registrou mais de mil novas mortes causadas pela covid-19 em um intervalo de 24 horas. Foram 1.186 novos óbitos confirmados de ontem para hoje.

Casos
7.810.400
Recuperados
6.994.845
Mortes
197.732