Saúde

Envio de 3 milhões da vacina Janssen ao Brasil é cancelado

A chegada de 3 milhões de doses da vacina Janssen ao Brasil para esta terça-feira, 15, acaba de ter o envio suspenso pelos EUA.
A informação acaba de ganhar repercussão em todo o país, já sendo divulgada por diversos programas de TV, confirmando que a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês) teria aprovado o envio de doses da vacina, mas a  farmacêutica da Johnson & Johnson cancelou o envio do lote. As doses prometidas já vencem no próximo dia 27.

A Janssen é o braço farmacêutico da megaempresa Johnson & Johnson e sua vacina contra a Covid-19 é aplicada em dose única. De acordo com dados disponíveis, ela tem 85% de eficácia nos casos mais severos da doença.

O problema é que a remessa já chegaria ao Brasil com prazo de validade quase no limite. No entanto, com base em protocolos adotados nos Estados Unidos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderia aumentar o prazo de validade das doses de 12 para 18 semanas. Sendo assim, o fármaco passaria a ser funcional até 8 de agosto, o que daria tempo para a vacina conseguir ser distribuída nas capitais e cidades maiores.

Saúde

COVID19: Maranhão passa das 6 mil mortes em decorrência da doença

Foi a própria atualização da Secretaria Estadual de Saúde (SES) que confirmou que, um ano após a 1º morte registrada no Maranhão por decorrência da COVID19 (29 de Março de 2020), o Estado ultrapassou, nesta terça-feira, 30, os 6 mil óbitos pela doença e mais de 15 mil casos ativos. A maior tragédia sanitária do século XXI já vivida no mundo.

Desde o início da semana, o Maranhão tem batido recorde no número de mortes pela doença, chegando a registrar 259 mortes em apenas oito dias, além de 5.810 novos casos.

Ano passado, quando o isolamento deu um pouquinho certo, as pessoas realmente se isolaram e usaram máscaras. Hoje, essas medidas estão absolutamente desacreditadas. Mesmo com fases e decretos mais rígidos, o nível de isolamento é pequeno e a circulação está grande. A população tem agido como se a tragédia do vírus e o que ele causa tenha “caído no normal”.

Entre essas vítimas – que não se resumem apenas à estatísticas e números -, estão mães, pais, irmãos, filhos, tios, sobrinhos, avós, amigos, pessoas públicas, anônimas, profissionais da saúde, trabalhadores de serviços essenciais, donas de casa e tantas outras pessoas com profissões distintas, que perderam a batalha contra doença.

Saúde

Fiocruz pede restrição de 14 dias das atividades não essenciais em estados e cidades; Maranhão incluído em “alerta crítico”

Desde o início da segunda onda do COVID19 no Brasil, o país se mostra em uma situação de alerta crítico, beirando um colapso na área da saúde.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que todos estados e cidades classificados em “alerta crítico” por causa da lotação de leitos de UTI para tratamentos de Covid-19 devem restringir todas as atividades não essenciais por 14 dias. Com exceção para Amazonas e Roraima, todos os estados do Brasil e o Distrito Federal estão na classificação de “alerta crítico”.

A recomendação foi divulgada nesta terça-feira (23) no “Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz”.

“Desde o início do mês de março, o país assiste a um quadro que denota o colapso do sistema de saúde no Brasil para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a Covid-19. (…) Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos estados e nos municípios”– Boletim da Fiocruz.

Ocupação em UTI’s

A Fiocruz aponta que as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no SUS, verificados na segunda-feira (22) “continuam indicando um quadro extremamente crítico”.

Saúde

COVID19: Governo do Maranhão se desespera, “vai faltar medicamento para intubação”, afirma Carlos Lula

Em entrevista na manhã desta quinta-feira, 18, a um programa de rádio, o secretário de Saúde do Maranhão e, também, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, afirmou que as próximas semanas no Estado serão ainda piores diante do que temos hoje, nos casos e óbitos, em decorrência da pandemia do COVID19.

“As próximas semanas serão ainda piores diante do quadro que a gente tem hoje. A gente tem hoje o pior momento no enfrentamento da pandemia em um ano”, disse o secretário.

Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão

Na entrevista, Carlos Lula fez um geral sobre o cenário da doença no Maranhão e no país. Com um cenário pandêmico bem mais grave em 2021, ele fez um alerta: “a indústria nacional não tem mais capacidade de abastecer as secretarias com kit para intubação. Vai faltar medicamento para intubação”.

Maranhão registra 31 mortes e 1.579 casos de Covid-19 em 24 horas

O secretário e presidente da CONASS, comentou que as secretarias de Saúde pelo Brasil já preveem que vai faltar equipamentos nos hospitais, como bomba de infusão, monitor, respirador e, até a criação de novos leitos, já é impossível em razão disso. Não foi à toa que partiu do próprio presidente do Conselho a Carta com ‘pedido de socorro’ – Pacto pela vida -, destinada a todos os prefeitos e governadores do Brasil, no último dia 1º, pedindo que, em união, os estados e municípios pudessem cumprir o conjunto de medidas propostas pelo CONASS.

O 1º a preterir e não seguir as propostas e sugestões do presidente, foi o próprio governador Flávio Dino (PCdoB).  reveja AQUI e AQUI.

Para o secretário há, no momento, dois questionamentos fundamentais: como a gente vai conseguir vacinar o maior número de pessoas em menor tempo possível? O que a gente vai poder fazer para continuar controlando a doença?

Ele ressaltou que ao contrário do cenário de 2020, desta vez, os leitos também estão sendo ocupados por mais jovens, crianças e até pessoas sem comorbidades. “É como se a gente tivesse vivendo a primeira onde de um novo vírus. A Covid que atinge a gente em 2021 é muito pior em 2020. A pessoa fica mais tempo internada. A pessoa evolui de maneira muito mais grave”, pontuou.

 

Saúde

Maranhão: nas últimas 24h, Estado registra 407 novos casos e 14 mortes por Covid-19

Dados foram atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste domingo (14). Ao todo, o Maranhão já contabilizou 228.8411 casos e 5.483 mortes pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas, o Maranhão registrou 407 novos casos de Covid-19 e 14 óbitos em decorrência da doença. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), deste domingo (14).

Desde o início da pandemia, o estado já contabilizou 228.8411 casos e 5.483 mortes pelo novo coronavírus.

Dos casos registrados, 71 foram na Grande Ilha (São LuísSão José de RibamarPaço do Lumiar e Raposa), 45 em Imperatriz e 291 nos demais municípios do estado.

Os casos ativos, ou seja, pessoas que estão atualmente em tratamento contra a Covid-19, chegaram a 12.198. Desses, 10.783 estão em isolamento social, 909 internados em enfermarias e 506 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Detalhes das mortes

As 14 novas mortes provocadas pela Covid-19 foram registradas nas cidades de Anajatuba (1), Balsas (1), Bom Jardim (1), Governador Edison Lobão (1), Pinheiro (1), Zé Doca (1), Imperatriz (3) São Luís (5).

Quanto aos profissionais da saúde, 4.384 já foram infectados pela Covid-19, 4.225 se recuperaram da doença e 75 morreram.

Ao todo, a Secretaria de Saúde diz que já realizou 558.354 testes (rede privada + pública) para a Covid-19, sendo que 428.145 casos suspeitos foram descartados.

Taxa de ocupação de leitos de UTI

Leitos de UTI para a Covid-19 na Grande São Luís

  • Total de leitos de UTI – 188
  • Leitos ocupados de UTI – 180
  • % de ocupação das UTIs – 95,74%

Leitos clínicos para a Covid-19 na Grande São Luís

  • Total de leitos – 482
  • Leitos ocupados – 430
  • Porcentagem de ocupação – 89,21%

Leitos de UTI para a Covid-19 em Imperatriz

  • Total de leitos – 72
  • Leitos ocupados – 66
  • Porcentagem de ocupação – 91,67%

Leitos clínicos para a Covid-19 em Imperatriz

  • Total de leitos – 194
  • Leitos ocupados – 185
  • Porcentagem de ocupação – 95,36%

Leitos de UTI para a Covid-19 nas demais regiões

  • Total de leitos – 206
  • Leitos ocupados – 131
  • Porcentagem de ocupação – 63,59%

Leitos clínicos para a Covid-19 nas demais regiões

  • Total de leitos – 426
  • Leitos ocupados – 148
  • Porcentagem de ocupação – 34,74%

Até o momento, 210.730 pacientes já se recuperaram da Covid-19

FOTO: G1 Maranhão

G1 Maranhão

Saúde

COVID19: Hospitais particulares de São Luís; ocupação 100% nos leitos de UTI

De acordo com as atualizações dos Boletins Epidemiológicos COVID19 divulgados pelos maiores Hospitais particulares de São Luís, nesta segunda-feira, 2, a taxa de ocupação nos leitos de UTI, de pacientes internados em decorrência do novo coronavírus, já chega aos 100%.

No Hospital Guarás, dos 10 leitos de UTI, destinados para pacientes infectados, 100% ocupados.

Leitos de enfermaria

Nos leitos de enfermaria, o Hospital Guarás tem 90% de ocupação dos 21 leitos disponíveis. Centro Médico tem 58% de ocupação dos 22 disponíveis e no São Domingos são 86% de leitos dos 66 disponíveis.

Saúde

UTIs lotadas, alta nas mortes e explosão de casos: avanço de Covid-19 deixa estados à beira do colapso na saúde

O Brasil vive seu pior momento desde o início da pandemia, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao menos 20 capitais enfrentam dificuldades e estão quase à beira de colapso na saúde.

FOTO: Brasil de Fato

Estados brasileiros vivem situação crítica na saúde em razão do avanço da pandemia de Covid-19, com alta nos números de casos e de mortes causadas pela doença. Também estão na iminência de colapso, com Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) lotadas ou perto de ficar sem vagas.

Chegou a ser assustador e desesperador ouvir ontem, 26, em um telejornal, uma profissional de saúde lamentar que as UTI’s estão todas lotadas e um número altíssimo de pacientes estão à espera de vaga.
“Infelizmente, para liberar uma vaga na UTI, é preciso que alguém vá a óbito”, disse ela.

Em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, Bahia e em Rondônia, autoridades alertaram, na quinta-feira (25), para o colapso nas estruturas de atendimento de saúde. Ao menos 20 capitais enfrentam dificuldades.

Também na quinta, o Brasil bateu recorde de mortes registradas em 24 horas: 1.566 pessoas – é o maior número desde a chegada da pandemia ao país, em março de 2020.

Pesquisadores da Fiocruz afirmam que o Brasil vive o seu pior momento desde que a pandemia se instalou no país, há um ano. As unidades de atendimento intensivo estão em alerta máximo em quase todos os estados e o Distrito Federal.

Estados mais comprometidos 

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Carlos Lula, apontou alta ocupação hospitalar em Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe. Para ele, a transferência de pacientes entre estados, em consequência da situação, está comprometida.

“A gente termina a contabilidade tendo feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. E mais de 60 de Rondônia. Hoje a gente já teria dificuldade bem maior de fazer esse transporte porque todo mundo está no seu limite”, afirmou o presidente do Conass.

Maranhão

No início da noite desta sexta-feira, 26, Carlos Lula, que é também é secretário de saúde do Maranhão, confirmou 1º caso da variante P1 da Covid19. Uma mulher de 35 anos, sem histórico de viagem. (reveja AQUI)

Saúde

Secretaria de Saúde do Maranhão confirma 1º caso da variante P.1 da COVID 19

Usando a rede social no início da noite desta sexta-feira, 26, o Secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula, anunciou o 1º caso da variante P.1 da COVID19. Caso confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), segundo a publicação do secretário. Trata-se de uma mulher, de 35 anos, moradora de Paço do Lumiar – região metropolitana de São Luís.

A nova cepa do coronavírus, P.1 é conhecida por ter mutações que tornam o vírus mais contagioso e, também, mais resistente a anticorpos.

A variante foi identificada pela primeira vez em Manaus, no início de janeiro

Variante P.1

Embora existam centenas de variantes do coronavírus já identificadas no mundo, a variante brasileira P1 tem mutações que tornam o coronavírus mais contagioso e, também, mais resistente a anticorpos da doença, o que pode aumentar o número de casos, inclusive, entre as pessoas que já se recuperaram da covid-19.

A variante P1 foi identificada, pela primeira vez, em quatro pessoas que voltaram ao Japão depois de uma viagem ao estado do Amazonas.

Mutações da variante

A variante P1 tem três mutações genéticas principais que causam mais preocupação nos cientistas:

N501Y – A mutação N501Y (também chamada de “Nelly”) é uma alteração genética da proteína da espícula do coronavírus — as pontas que formam a sua coroa e que são o primeiro ponto de contato do vírus com as células.

Essa mutação permite que o vírus se encaixe de forma mais firme nas células humanas, o que faz com que seja mais contagioso. Essa mesma mutação também é encontrada nas variantes do Reino Unido (chamada de B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.351).

E484K – Esta é outra mutação na proteína da espícula do vírus, encontrada também na variante da África do Sul. Em testes de laboratório, essa mutação tornou o vírus mais resistente a anticorpos formados pelo sistema imunológico. Essa diferença pode estar por trás de um maior número de casos de reinfecção do coronavírus.

Estudos recentes mostraram que a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford tem uma eficácia menor contra a variante da África do Sul.

K417T/K417N – Esta mutação também permite que o vírus se encaixe de forma mais fácil nas células, aumentando o contágio. Ela também está presente na variante da África do Sul.

Saúde

Um ano de pandemia do coronavírus: Hospital São Domingos lança carta aberta aos maranhenses

No dia em que o Brasil completa 1 ano de luta e combate contra a pandemia do novo coronavírus que se instalou no país, o Hospital São Domingos, em São Luís, lança carta aberta aos maranhenses e confirma 2º onda da doença no Estado, além de todos os seus 55 leitos de UTI – reservados para pacientes infectados -, ocupados, conforme Boletim Diário desta quinta-feira, 25.

Um dos maiores hospitais, em atendimento particular na capital, na carta, conta que “tem recebido, diariamente, cada vez mais pessoas acometidas pela Covid-19, tanto de São Luís, quanto de diversas cidades do Maranhão”.

Com o avanço da doença nos estados brasileiros, muitos destes já determinando, de novo, a forma mais radical de isolamento social, o chamando lockdown, o HSD garante que em nenhum momento deixou de mobilizar toda a estrutura de pessoal e física para se adequar, de acordo com as necessidades da população, apesar de, também, ter sofrido impacto no setor financeiro, com a perda de recursos.

“Recentemente, ampliamos os leitos de internação clínica e de UTI para pacientes com Covid-19; que estão com taxa de ocupação muita alta e mais de 50% dos pacientes graves têm idade abaixo de 60 anos”, 

Mas, também, faz o alerta.
“É necessária a colaboração da sociedade no cumprimento das medidas preventivas, evitando aumento significativo de infectados e o colapso do sistema de saúde”.

Confira a carta na íntegra:

Estamos há aproximadamente um ano diante de uma Pandemia, que é um grande desafio a ser superado por toda a humanidade. Atualmente, o nosso País passa por uma segunda onda, com aumento crescente de casos e demanda por serviços de saúde. O Hospital São Domingos tem recebido, diariamente, cada vez mais pessoas acometidas pela Covid-19, tanto de São Luís, quanto de diversas cidades do Maranhão.

O Hospital São Domingos tem o compromisso de cuidar da saúde das pessoas e não tem medido esforços no enfrentamento dessa crise sanitária. Para isso, oferece um Pronto Socorro exclusivo para pacientes com sintomas gripais, protocolos rigorosos e separação do fluxo de pacientes que necessitam de isolamento, os mais modernos equipamentos para atendimento de pacientes graves, além de uma equipe altamente qualificada para prestar o melhor atendimento aos seus pacientes.

Recentemente, ampliamos os leitos de internação clínica e de UTI para pacientes com Covid-19; que estão com taxa de ocupação muita alta, e mais de 50% dos pacientes graves têm idade abaixo de 60 anos. Continuaremos lutando com todas as forças para contribuir com o nosso papel diante deste cenário. Entretanto, esta situação preocupa a direção da instituição, visto que os recursos físicos e financeiros são limitados. 

Diversos setores da Economia têm sido impactados, e também conosco não é diferente. No ano de 2020, além de cuidar da saúde da população e da nossa equipe,  nos deparamos com a perda de recursos financeiros devido aos impactos da pandemia na prestação de serviços de saúde que não sejam relacionados à Covid 19.

Apesar desta situação, o Hospital tem atuado para garantir atendimento a todos e superar o momento, reforçando e atualizando seus processos e protocolos e fazendo a avaliação periódica das demandas para a melhor alocação dos recursos e, assim prover o atendimento necessário a seus clientes. 

Em nenhum momento deixamos de ficar em alerta e de mobilizar toda a nossa estrutura de pessoal e física para se adequar de acordo com as necessidades, mas é necessária a colaboração da sociedade no cumprimento das medidas preventivas, evitando aumento significativo de infectados e o colapso do sistema de saúde. Continuam imprescindíveis as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e a higienização das mãos, medidas simples, mas de alta eficácia contra o novo coronavírus. 

Conclamamos toda a população a reforçar seu compromisso com as medidas para que possamos, juntos, superar este desafio, que é de toda a sociedade.

Saúde

COVID19: 26 de fevereiro, 1 ano do primeiro caso da doença no Brasil

Hoje, 26 de fevereiro!
Um ano exato em que foi registrado o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus, em São Paulo. Um senhor, 61 anos, advindo da Itália, que, à época, era o epicentro da doença no mundo.
De lá para cá, são incontáveis as perdas que tivemos. Muitas destas perdas insubstituíveis. Perdas que não cabem em cálculos ou estatísticas, somente o coração mensura. Algo além do financeiro, do palpável, do material. Uma doença invisível, mas que deixou o mundo refém de seu estrago e suas sequelas.

Completando 1 ano exato do primeiro caso da Covid19 no Brasil, anunciado pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro de 2020, país segue em números altíssimos de infecções e óbitos em decorrência da doença. Só nas últimas 24, mais de 1.500 mortes foram registradas no Brasil. No total, já são mais de 10,4 milhões de pessoas infectadas e as mortes superam as 251 mil pessoas.

Além da preocupação pelo avanço que segue rápido e com variantes preocupantes pelo potencial de contaminação, como é o caso da P.1 (observada no Amazonas), da B.1.1.7 (Reino Unido) e da B.1.351 (África do Sul), a vacinação caminha a passos lentos.

Nesses 366 dias (ano passado foi bissexto) de pandemia, acredito que quase tudo o que poderia ser falado sobre a doença, causa, prevenção, contágio, combate, foi “sangrado” do tanto que foi destrinchado.
A verdade é que a COVID19 caiu no colo do mundo, pegando todo mundo de surpresa. Ninguém sabia lidar com ela ou estava preparado para combatê-la. Fomos, junto com os órgãos de saúde, descobrindo, achando, falando e errando no que acreditávamos que poderia ser a solução.

Portanto, reafirmo, aqui, alguns dos erros e acertos que vimos descobrindo, na prática:

  • Cloroquina e hidroxicloroquina não são úteis no tratamento – não há remédio, até agora, que cure a doença;
    – embora sua eficácia contra a covid-19 tenha sido apontada inicialmente por pesquisadores chineses e, em seguida, por um grupo de pesquisa francês, desde então muitos estudos assinalaram que esses medicamentos não trazem benefícios ou mesmo podem causar efeitos deletérios.

  • Uso de máscara é uma ferramenta essencial para conter o contágio do coronavírus;
    – O uso de máscara, por si só, não impede a propagação do coronavírus, mas ajuda bastante a contê-lo, segundo vários estudos realizados sobre o assunto. Segundo especialistas, a máscara traz ao menos dois benefícios: ela protege quem usa e, ao mesmo tempo, resguarda quem está por perto de um indivíduo infectado.

  • A COVID19 não afeta e mata somente idosos. Bebês, jovens e adultos, todos estão sujeitos;
    – O risco de desenvolver sintomas graves da covid-19 aumenta com a idade, com adultos mais velhos sob maior risco. A razão para isso é muito simples – e nada tem a ver com o coronavírus: quando ficamos mais velhos, nosso sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo, também envelhece.

  • A COVID19 não é uma gripezinha;
    – No Brasil, a covid-19 foi a causa-morte com mais vítimas no ano passado, superando outras doenças com alta letalidade, como AVC, infarto e pneumonia, segundo dados do Portal da Transparência dos cartórios.
  • Já foi comprovado que a COVID 19 não foi criada em laboratório da China;
    – No início deste mês, uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável por investigar o surgimento do Sars-CoV-2 concluiu, após missão em Wuhan, marco zero da pandemia, que todos os indícios apontam para uma origem “animal” do novo coronavírus. A pesquisa sobre a origem do coronavírus ainda é um trabalho em curso.
  • Contágio por embalagem e alimentos, é mínimo;
    – Em agosto do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que “não há atualmente nenhum caso confirmado de covid-19 transmitido por alimentos ou embalagens de alimentos”. Mas lista uma série de precauções que podemos tomar para evitar contaminação cruzada. Também diz que não há necessidade de desinfetar as embalagens dos alimentos, mas “as mãos devem ser bem lavadas após manusear as embalagens dos alimentos e antes de comer”.
  • É possível contrair a doença 2 vezes;
    – Pesquisa feita pela agência governamental de Saúde Pública da Inglaterra, a Public Health England, apontou que a maioria das pessoas que já contraíram covid-19 (83%) tem imunidade por pelo menos cinco meses. Mas casos de reinfeção por covid-19, embora raros, estão sendo identificados em vários países, inclusive no Brasil. A maior preocupação dos especialistas, contudo, envolve a reinfecção por novas variantes.