Mulher

8 de Março: lute como uma jornalista!

O dia é de comemoração, mas, a data, é da luta que continua.
Mulheres: contribuindo para o protagonismo da presença feminina onde elas quiserem!
Resistindo ontem, hoje e sempre. Lute como uma jornalista!

Nós, mulheres, somos maioria no Jornalismo. Mas, como em todas as demais profissões, não somos a maioria que ocupa os cargos de chefia e de decisão e, ainda, somos menos remuneradas e, muitas, vezes, subestimadas.

Vivemos sob a exploração nos ambientes de trabalho no Brasil, com jornadas abusivas, excesso de trabalho, aumento da cobrança por parte dos superiores (mesmo entre aquelas que tiveram redução de salário e jornada), acúmulo de funções e as frequentes cobranças para dar conta de prazos, de plantões (incluindo quem está em teletrabalho) e de inúmeras reuniões.

Soma-se a esse exaustivo cenário, o aumento expressivo da violência contra jornalistas mulheres. Sofremos ataques verbais, morais e virtuais. Outras vezes, sofremos com assédio descarado, comentários machistas, misógino, além de outros, com conotação literalmente sexual.

Além das questões específicas de nossa profissão, assim como as demais trabalhadoras em todo o país, também enfrentamos, cotidianamente, a violência doméstica e de gênero, que ameaça, agride, estupra e mata mulheres, todos os dias, em nosso país. As opressões e violências foram agravadas pela pandemia em larga escala, por estas passarem mais tempo dentro de casa com seus cônjuges.

E, assim como tantas mulheres no mundo todo, mesmo diante de inúmeros ataques e ameaças, resistimos! Juntas às demais mulheres no Brasil e no mundo, nós, mulheres jornalistas, seguimos na luta por melhores condições de trabalho e renda, por um mundo livre de opressões e pelo fim do machismo, do racismo e do patriarcado.

Fazemos da nossa profissão instrumento de defesa da democracia e de combate ao autoritarismo e a todas as formas de opressão. Lutamos pelas liberdades de imprensa e de expressão, pela livre circulação da informação jornalística e pelo nosso direito ao livre exercício da profissão, com segurança e autonomia.

A palavra, como instrumento de poder e de troca foi negada durante séculos a, nós, mulheres e muitas outras ainda continuam a não ter acesso ao discurso de quem, assim como eu, tem a oportunidade de emitir, falar e escrever.

E a despeito de hoje em dia a mulher ter alcançado muitos direitos, a luta ainda continua, visto que ainda sofremos com o preconceito, a desvalorização e o desrespeito.

Que tal continuarmos na luta por essa mudança? Sigamos no nosso exercício da cidadania.

Mulheres: contribuindo para o protagonismo da presença feminina onde elas quiserem!
Resistindo ontem, hoje e sempre. Lute como uma jornalista!

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