A maioria dos deputados estaduais emendaram o feriado e sessão, por pouco, não se transforma em um monólogo

Interesse pelos assuntos de políticas públicas para os maranhenses ficam sempre em outros planos para a maioria dos deputados. Seus interesses pessoais regem as atividades na Assembleia Legislativa. Como em qualquer trabalho, faltar dói no bolso, no caso de deputados, a justificação das ausências dá direito a reembolso.

Deputado Wellington do Curso – um dos mais assíduos em frequência e pronunciamentos

Que os políticos do país levam um tipo de vida mais fácil possível, isso é indiscutível. Não é preciso nem entrar no mérito de vantagens, benefícios, salários e “tipo” de trabalho.

Para quem não sabe, na Assembleia Legislativa do Maranhão, as sessões acontecem de segunda à quinta-feira, apenas. Como na semana passada havia o feriado de sexta-feira – Semana Santa -, a sessão da quinta-feira nem aconteceu, ou seja, o feriado começou foi cedo para os representantes do povo.

Mesmo tendo 4 dias consecutivos para o seus respectivos ‘descanso’, a sessão desta terça-feira, 18, foi quase um monólogo.
Dos 42 deputados eleitos para trabalhar pelos maranhenses, contava-se nos dedos os poucos que se faziam presentes e se manifestaram em defesa de pontos de vista e denúncias. Já outros ‘gatos pingados’ não fizeram questão de discutir interesses para a sociedade. Pelo visto estavam muito ocupados “macomunando ao pé do ouvido”.

Como em qualquer trabalho, faltar dói no bolso, no caso de deputados, a justificação das ausências dá direito a reembolso.

Eu, enquanto população, eleitora e fiscalizadora destes representantes, acho inaceitável a ausência de tantos parlamentares nos poucos dias de trabalhos na Casa, até porque as sessões ordinárias só ocorrem durante quatro dias da semana e, no máximo, por até quatro horas corridas.

O que vemos na Assembleia Legislativa do Maranhão é pouquíssimo debate, discussões de interesses e que contemplem a sociedade. Além de projetos e encaminhamentos que os beneficiem. Geralmente, os pronunciamentos diários são feitos, quase sempre, pelos mesmos deputados. A grande maioria só se pronuncia quando é para se inclinar às ordens e mensagens do governador do Estado, que mantém refém grande parte do parlamento. Com isso, quem tem voz contrária às vontades do Palácio dos Leões é abafado pelos leãozinhos adestrados e rastreados – para saber se estão fazendo o serviço certo – pelo “patrão comuna”.

Por causa da maioria dos deputados estaduais, a Assembleia Legislativa tem sido considerada o pior parlamento de todos esses anos que compõem a 18° Legislatura. E, detalhe, isso foi dito por um próprio integrante da Casa.

Mais cadeiras vazias do que deputados

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