Greve dos Bancários no Maranhão completa 1 mês

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Foto: Reprodução

A greve dos bancários no Maranhão completa um mês nesta quarta-feira (5) e segue sem previsão de término. Na capital, 100% das agências de bancos públicos aderiram à greve.

Nos bancos privados, a paralisação é parcial. A categoria paralisou as atividades no último dia 6 de Setembro, com uma mobilização na Praça Deodoro, Centro de São Luís. Eles reivindicam reajuste salarial e maior participação nos lucros da instituição.

O que se comenta nas agências bancárias é que, mesmo com alguns serviços sendo oferecidos em caixas eletrônicos, as operações são ineficientes. Quem confirma isso é a funcionária pública Luzia Rocha. Além da dificuldade em resolver pendências, ela reclama da grande quantidade de pessoas usando os terminais.

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) informou ao G1 que reuniões são feitas diariamente pelo comando de greve para avaliar o movimento. Segundo o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan, uma reunião de negociação foi solicitada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e será realizada na tarde desta quarta-feira.

“Hoje teremos uma reunião com a Fenaban para discutirmos as propostas. Vamos avaliar com o comando e discutir sobre o futuro da greve. Até agora, a greve continua sem previsão de término”, declarou.

Reivindicações

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Greve da categoria foi definida dia 1º de setembro (Foto: Divulgação/Seeb-MA)

De acordo com o Seeb-MA, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – foi rebaixada para 6,5%, o que é considerado abaixo do índice de inflação do período estipulada em 9,31% pela categoria. Além do Seeb-MA, sindicatos do Rio Grande do Norte e de Bauru reivindicam juntos reajuste de 28,33%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 25% do lucro líquido linear, isonomia e a reposição das perdas salariais acumuladas.

Greve em 2015

A última paralisação dos bancários ocorreu em Outubro de 2015 e durou 21 dias. À época, a maioria da categoria aceitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 10%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.

As informações são do G1 Maranhão

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