Temer intensifica corpo a corpo com senadores às vésperas de julgamento

O interesse de Michel Temer é continuar no poder
Conforme reportagem do G1, Temer tem articulado nos bastidores para ampliar a margem de votos pró-impeachment

Na semana em que o plenário do Senado iniciará o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), tem dedicado sua agenda à intensificação do corpo a corpo com os senadores.

Somente entre esta segunda (22) e terça-feira (23), a agenda oficial de Temer incluiu reuniões com nove parlamentares que votarão no julgamento de Dilma.

A ofensiva de Temer sobre os senadores tem ocorrido ao longo das últimas semanas. Nas três primeiras semanas de agosto, por exemplo, o presidente em exercício se reuniu com outros 11 parlamentares.

Conforme reportagem do G1, Temer tem articulado nos bastidores para ampliar a margem de votos pró-impeachment.

Senadores maranhenses

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Na manhã desta terça, por exemplo, o presidente em exercício recebeu em seu gabinete no Palácio do Planalto os senadores maranhenses Edison Lobão (PMDB), João Alberto Sousa (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).

Julgamento

O julgamento de Dilma está marcado para esta quinta-feira (25), mas será concluído somente na semana que vem.

Na segunda (29), está previsto o depoimento da presidente afastada, no qual ela apresentará sua defesa no processo e responderá a eventuais perguntas formuladas pela acusação, pela defesa, por senadores ou pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Segundo a assessoria da presidenta afastada, Dilma responderá a eventuais questionamentos que forem formulados a ela pelo presidente do STF, pelos senadores, pela acusação ou pela defesa.

Em tempo

Na chamada sessão de pronúncia, em 10 de agosto, na qual os senadores tornaram Dilma ré no processo, 59 parlamentares votaram contra ela.

Para o julgamento final, dizem interlocutores do governo, o Palácio do Planalto tem procurado senadores para alcançar entre 62 e 63 votos contrários a Dilma.

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