Manda quem pode, obedece quem tem juízo: Educadores decidem pôr fim a greve da rede municipal de ensino

Por ampla maioria, os professores da rede municipal de ensino de São Luís, decidiram pôr fim ao movimento grevista, iniciado no dia 25 de maio deste ano. A decisão foi aprovada na manhã de sexta-feira, 1, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada com a categoria, no auditório da FETIEMA.

“Edivaldo Holanda Júnior encerará o mandato em dezembro de 2016, deixando profundas marcas de abandono, descaso e negligência na rede de ensino do município de São Luís”. (SindEducação)

Representantes do Sindicato dos Professores se reuniu com educadores para repudiarem o descaso do prefeito Edivaldo Holanda Júnior com a educação
Representantes do Sindicato dos Professores se reuniuram com educadores para repudiarem o descaso do prefeito Edivaldo Júnior com a educação

Formaram a mesa de trabalho a presidente do Sindicato, professora Elisabeth Castelo  Branco; os professores Benedito Oliveira Filho, Marcia Dutra e Orfisa Surama, dirigentes sindicais; além do assessor jurídico da entidade, Advogado Antônio Carlos Araújo Ferreira.

Na pauta, uma das reivindicações da categoria foi o reajuste salarial, o qual o índice em 2016 é de 11,36%, conforme decisão do MEC. Em contrapartida, o prefeito Edvaldo Holanda Junior (PDT) impôs aos professores municipais o percentual de reajuste de 10,67%, em duas vezes, com a primeira parcela de 5,5% para junho, retroativo a janeiro e a outra para novembro de 4,9% sem retroativo. Como se não bastasse, a Câmara dos vereadores aprovou a proposta indecorosa do prefeito e causou ainda mais indignação à categoria.

A assessoria jurídica do sindicato entrou com ação no Tribunal de Justiça para declarar ilegal o parcelamento do valor de 10,67%, o que foi negado em liminar e aguarda a decisão em fase de instrução. O Sindeducação por meio de sua assessoria jurídica afirma que vai cobrar judicialmente o retroativo sobre a parcela que o município se recusa a pagar.

Fim do Movimento Grevista

Um outro ponto tratado durante a Assembleia foi a apreciação da proposta pelo fim da greve, condicionada a um acordo com a prefeitura de São Lus, no que diz respeito ao abono de faltas dos professores, o fim do processo de ilegalidade e isenção da multa de R$50.000 diários para o Sindeducação.

A proposta do sindicato era dar fim ao movimento paredista e retomar as negociações com o governo, além de realizar um ato de repúdio contra o governo municipal, no início de agosto, quando retomarem as aulas.

Vereadores aprovam reajuste de 2%

Na segunda-feira, 27 de junho, 21 parlamentares aprovaram o decreto que constitui o percentual de reajuste salarial de 3,5% em junho retroativo a janeiro e mais 4,9% em novembro, sem retroativo, para os profissionais do magistério; acrescido de 2% dos servidores municipais, totalizando 5,5% em junho e 4,9% em novembro.

Foto: Blog Hilton Franco
Foto: Blog Hilton Franco

Os referidos parlamentares, eleitos pela população ludovicense, anularam o compromisso de representatividade em favor da sociedade, e deixaram prevalecer a supremacia de seus mandatos em conluio com o atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. Os vereadores do grupo de Holanda Júnior são seguidores desse desgoverno, capachos de seus próprios interesses políticos partidários, e vergonhosamente, não assumem o papel de legisladores.

As informações são do SindEducação

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