Lula 70 anos: 70 motivos para se alegrar com a vida do maior ex-presidente do Brasil

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O parabéns de hoje mais que especial vai para aquele ex-presidente que mudou a história do Brasil e engana-se quem pensa e até fala que foi para pior, pois mais da metade da população brasileira sentiu na pele, no bolso e, mais ainda, no estômago, que Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos maiores responsáveis por transformar a miséria do país em esperança para milhares de famílias.

Os 70 motivos (do título) atribuídos ao aniversariante do dia, em homenagem ao homem que é, são poucos diante de tantos outros milhares que fazem referência ao trabalho que mudou a vida de cada filho, filha, mãe, pai. Só quem teve sua vida transformada ou até mesmo incentivada pela política de Lula vai saber do que eu estou falando.

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Na última década, a desigualdade no Brasil chegou ao nível mínimo já registrado no país, e a renda da metade mais pobre da população aumentou em ritmo 5,5 vezes mais rápido que a da minoria mais rica do país, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização”, afirmou Marcelo Neri, da FGV.

A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151.

De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV, a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 67,93% ao longo da última década, enquanto a renda dos 10% mais ricos teve incremento de 10,03%. “É como se os pobres estivessem num país que cresce como a China, enquanto os mais ricos estão em um país relativamente estagnado”, compara Neri.

Educação e programas sociais

Segundo o pesquisador, os principais efeitos por trás da redução da desigualdade são, em primeiro lugar, o aumento da escolaridade, e em segundo, programas sociais de redistribuição de renda. E completou: “O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue”, mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.

Apesar de a escolaridade ter sido identificada como o principal fator por trás da redução da desigualdade, o estudo mostrou que a renda de analfabetos vem aumentando em ritmo maior que daqueles que chegaram à universidade, e que o “prêmio educação” – o valor do salário em relação ao número de anos estudados – teve queda.

De acordo com dados da Pnad, entre 2001 e 2009, os analfabetos obtiveram incremento de 47% na renda, enquanto pessoas com nível de escolaridade a partir do superior incompleto tiveram queda de 1% nos ganhos.

“O trabalho pouco qualificado ficou mais valorizado no Brasil, como o de empregadas domésticas, operários da construção civil, trabalhadores agrícolas”, diz Neri.

“Em parte, isso pode ocorrer porque programas sociais como o Bolsa Família tenham aumentado o salário reserva dessas pessoas, que só se dispõem a trabalhar com um salário razoável. Mas ainda é preciso estudar o fenômeno mais a fundo.”

Neri aponta que os maiores ganhos reais de renda no período foram de “grupos tradicionalmente excluídos”, ou seja, os que costumavam ser listados nos extremos mais desvantajosos dos panoramas da desigualdade.

O aumento da renda de pessoas e pardas, por exemplo, foi maior em relação às brancas, e o das mulheres foi maior em relação aos homens.

“É uma redução dos diferenciais”, diz Neri. “A desigualdade segue caindo, então aqueles identificados como grupos de menor renda estão subindo.”

Fontes: Agência Estado e BBC

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