O circo do PDT maranhense!

Por Maurício Miguel

Na última sexta-feira, 28 nossa capital foi agitada por um ruidoso acontecimento político partidário: o lançamento do nome do atual prefeito da nossa Ilha Rebelde – Edivaldo Holanda Júnior – para concorrer às próximas eleições pelo poderoso partido do PDT.

FOTO: Internet
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Esquecendo todo o legado dos grandes nomes pedetistas, como: Brizola, Neiva Moreira e Jackson Lago, que tinham como bandeira de luta e lema reverter os trágicos indicadores sociais do nosso povo excluído, o atual modelo do PDT maranhense  tem tudo, menos o cuidado e atenção para com o seu povo sofrido e com perspectivas cada vez menores de lutar contra a miséria e a ignorância.

Por pura coincidência ou talvez não, o esnobe partido se encontra na atual administração governamental, representado nas principais secretarias estaduais, ocupando todo e qualquer cargo disponível, desde o mais auspicioso até o mais insignificante. O importante, na atual visão partidária, é contemplar e projetar todos os correligionários, independendo de terem ou não qualificação para tanto, além de penalizar seus servidores concursados, com cortes orçamentários para aquisição de água potável para o consumo nos locais de trabalho (numa terra onde a temperatura é em torno dos 35 graus), diárias para promover as necessárias políticas de desenvolvimento  (o MA é formado por 217 municípios), linhas telefônicas e demais itens de segurança, higiene e limpeza dos seus ladrilhos, salas, banheiros, porões  e sótãos. Seria um capricho dos deuses federais ou apenas uma medida de economia para ampliar outras frentes de batalhas?

O certo é que o brilho do novo integrante partidário e incompetente mandatário local  foi assegurado. Água fartamente distribuída à multidão que chegava em ônibus devidamente disponibilizados, vindos de todas as regiões do Estado, como também quantidades abusivas de camisas azul-celeste com botons, contendo a logomarca do partido anfitrião, sendo doadas sem nenhuma parcimônia. Além das gorjetas recebidas por alguns para ajudar a compor o cenário dessa festiva sexta feira.

Além de tudo isso, foi decretado feriado para os ocupantes de cargos das sucateadas secretarias, motivo pelo qual nenhum deles se encontrava em seus locais de trabalho nesse dia útil, comprovando, na prática, que a necessidade de ocupar cargos consegue se sobrepor à de trabalhar na produção e promoção de politicas públicas.  Dentre tantas celebridades, destacou-se a presença do governador com seus olhinhos de ping-pong, a mirar e admirar  toda aquela abastada acolhida.

E assim, quando a multidão se dissipou após cumprir com louvor  sua função de vida de gado, era visível a imensa quantidade de ônibus e vans enfileirados na av. Litorânea, lotando os estacionamentos localizados nas portas dos bares e restaurantes, com um mar de gente gargalhante, comilã e vestida de azul, num verdadeiro contraste com o mar acinzentado da indignada Ilha Rebelde.

Concluindo, diríamos que o fundo musical para coroar esse histórico dia pedetista deveria ser aquela canção do Roberto que diz: “Por que será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda”.

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?