Sim! Mulheres também são formadoras de opinião

“É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” (inciso IV) e “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”. Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da “argumentação”, ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para ideias e doutrinas”.

por-que-dia-da-mulher-4-638 Quem diria que uma luta de anos, que perpassa gerações femininas estaria, hoje, resultando – e na minha época – em mulheres poderosas, chefes – não mais de fogão -, secretárias públicas, parlamentares, motoristas, pastoras, formadoras de opinião, governadoras e, olha só, já temos até uma presidente brasileira e MULHER.

Mas há quem ainda não tenha se dado conta de que hoje vivemos a era da liberdade de expressão, da paridade, dos direitos iguais. Não mais aquela época do século XIX, onde as mulheres viviam submissas aos seus maridos e filhos, dentro de casa, sem emprego, sem o direito ao voto, sem o direito de escolher o marido e, até, sem o direito da fala. Hoje os tempos são outros e os homens (os mais machistas) precisam e devem aceitar isso. Não somos apenas mulheres, hoje somos as supermulheres, as multifuncionais. Aquelas que dão jeito em tudo. Cuidam da casa, do marido, dos filhos, do cabelo, da pele, da depilação, dos amigos e, com muita perfeição, das suas tarefas profissionais. Nos tornamos independentes e estamos no comando da revolução do mundo.

Mesmo com toda essa grandeza estampada, há aqueles que tentam calar mulheres que são formadoras de opinião. Por mais que sejamos ainda minoria em postos que nos cabem e que faríamos com toda destreza, infelizmente, em comparação aos homens, às vezes, nos mesmos cargos, desempenhando as mesmas funções, somos menos remuneradas e reconhecidas e, quase sempre, ameaçadas de termos uma voz ativa e decisiva.

Sou uma mulher que falo – até demais -, opino, escrevo, teço comentários e opiniões e estou à postos para assumi-los, baseado, claro, em verdades e realidade. O que jamais, em hipótese alguma, irei permitir é que a minha voz, o meu pensamento e a minha escrita seja de alguma forma ameaçada. Que o meu direito de ir e vir e o meu livre arbítrio em exercer a minha plena democracia da liberdade da fala e do pensamento seja, de alguma forma, omisso. Somos e continuaremos a ser eternas lutadoras dos nossos espaços e do nosso direito de sermos ouvidas.

Que esse seja o legado a ser deixado as nossas próximas gerações!

E como diz Rita Lee: “Sexo frágil não foge à luta … Gata borralheira… Você é princesa … Dondoca é uma espécie em extinção… Não provoque! É Cor de Rosa Choque”… 

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?