O juiz, a secretária de juventude e o polo Coroado

Muitos podem se questionar acerca do título desta matéria “O juiz, a secretária e o polo Coroado”.
Mas o que estes três nomes têm em comum mesmo eles sendo tão diferentes?

Bom, eu poderia começar a minha matéria fazendo um questionamento: “O bairro Coroadinho agora virou a Santíssima Trindade e bairro modelo de paz e não de guerra como muitos querem fazer transparecer”?

Sim, de acordo com as ‘sempre’ declarações da secretária estadual de Juventude, Tatiana Pereira, ninguém pode tecer nenhum comentário à respeito do Coroadinho – em suas maiores necessidades, carências e realidade – que a secretária se vitima e, pior, vitima e subestima toda a população do bairro quando afirma que pesquisas que são feitas no local são com intuito de atacá-la. Mas como atacá-la?  Foi mentira ou manipulado quando centenas de famílias tiveram que deixar os seus lares (sob escolta da polícia) por conta de brigas das facções pelo controle do tráfico de drogas? (Reveja Aqui)

Quem é que não sabe que o Coroadinho sempre foi considerado um bairro de alta periculosidade, grande violência desde a sua fundação e desprovido de políticas públicas essenciais, como transporte coletivo, saneamento básico, atendimentos básicos de saúde e lazer? E isso não é um pré-conceito não, é uma conceito formado, baseado em dados de Ong’s que há anos atuam na localidade.

Segundo uma pesquisa que ainda está em fase de construção da Ong Instituto de Cidadania Ativa, pelo menos 65% dos jovens já tiveram contato com pessoas ou conhecem alguém envolvidos em crimes (matéria veiculado no jornal O Imparcial e assinado por um jornalista que também é assessor da SEEJUV comprova o que diz o presidente da Ong). O estudo traça o perfil da região em relação à violência social com ajuda de dados sociais: informações recebidas por denúncias anônimas e entrevistas com famílias moradoras do bairro.

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A secretária Tatiana nascida no polo coroado também faz parte do Coroado geral, um grupo que atua na região e também já foi ligada a juventude católica do bairro. Como poucas pessoas deve ter em mãos dados comprovados que lhe mostra que ali não é o céu que ela prega, até porque, de acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), o Coroadinho é a 4 maior favela do país e a 1 das regiões Norte e Nordeste. Ou seja, todas essas verdades vão de encontro às declarações de Tatiana quando ela desconsidera e achincalha informações que vão de encontro às suas.

Mas e o Juiz?

Bom, o Juiz titular  da 2 vara de execuções penais, Fernando Mendonça é proprietário de um grande imóvel no polo, conhecido como Sítio do Físico, com imenso potencial histórico, turístico e, consequentemente financeiro. Além de ser também mentor intelectual  e coordenador da ONG Rede Coroado de Natal.

É sabido que ele usa recursos oriundos de pagamentos de multas pecuniárias da vara de execução penal para ajudar em projetos de associações que fazem parte da sua ONG. Mas, será que só estas associações realizam trabalhos sociais em São Luis? Será que todas estas associações realizam efetivamente trabalhos no polo coroado?

A informação que chega até a mim dá conta de que, por várias vezes, esse mesmo Juiz e coordenador já foi procurado por outras instituições e voluntários que prestam serviços de cidadania no bairro, no sentido de apoiar outras ações, mas isso nunca ocorre, pois este nunca se dispõe em ajudar outros projetos com as mesmas causas e para os mesmos fins. Ai bate a dúvida: “seu interesse é em prol de trabalhar pelo social ou em prol da valorização do seu imóvel com recursos que seriam de toda a sociedade? Ou seria apoiar candidatos a cargos eletivos de sua preferência (em momento oportuno)?

Será que não é por esse último interesse ‘em comum’, citado acima, que o Juiz e a secretária não se alinhem em outras ações sociais em prol da comunidade?

Fica a pergunta …

Veja AQUI, AQUI e AQUI e AQUI

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