Beneficiárias devolvem cartão do Bolsa Família por melhorarem de vida

Foi exatamente isso que eu sempre defendi e como já até escrevi em um post anterior acerca do benefício do Bolsa Família, quando afirmei que ele, como o maior programa de distribuição de renda do mundo, tem feito e faz diferença – só sabe o tamanho quem, de fato, precisa – na vida de milhares de brasileiros que, outrora, não tinham nenhuma perspectiva de vida.

Defendo o programa não como um “acomodador” de pessoas, até porque o valor é irrisório para o sustento mensal de um lar. Mas defendo-o como um incentivador, uma válvula emergente de escape para que se possa levantar e ter forças para buscar um progresso que está ao alcance de todos. Vejo isso como oportunidade. Essa mesma oportunidade que estava faltando na vida de milhares de famílias miseráveis em todo o Brasil, há 10 anos.

É o que vamos ler no texto abaixo:

Do site MDS

Brasília, 10 – Em Santa Rita do Araguaia (GO), a dona de casa Mabiane Alves Pereira, de 32 anos, surpreendeu a gestão do Bolsa Família ao fazer a devolução do benefício no início do mês de julho. Este foi o primeiro caso na cidade. O marido, Gelson de Oliveira Gomes, foi contratado recentemente como operador de caldeira júnior, com carteira assinada. Ela recebia R$ 182 por mês. “Eu devolvi porque minha renda deu uma melhorada. Se eu precisar de novo, acredito que as portas estarão abertas.”

A segurança de Mabiane em fazer a devolução do cartão é mecanismo de desligamento voluntário, criado em 2011, com o Plano Brasil Sem Miséria. Durante três anos, ela pode retornar imediatamente a receber o Bolsa Família se precisar novamente. “Ela teve consciência diante da situação. Ela entendeu a importância da devolução”, conta a gestora do Bolsa Família no município, Walnice Maria de Lima.

FOTO: Internet
FOTO: Internet

Mabiane é mãe de duas meninas e um menino. Eles contam com proteção social garantida pelas políticas públicas do governo federal. O filho recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e tem acompanhamento de fisioterapeuta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Campanha – Em Campo Maior (PI), a prefeitura municipal iniciou uma campanha de conscientização, em março, voltada principalmente para os beneficiários que se formalizaram no mercado de trabalho, a partir de profissionalização da população pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e formalização como microempreendedores individuais. “A campanha de conscientização é para que as pessoas emancipadas voluntariamente devolvam o Bolsa Família, para que outras pessoas em extrema pobreza possam acessar esse benefício”, afirma a secretária municipal de Assistência Social, Conceição Lima.

Até o momento, já foram 30 devoluções voluntárias no município nordestino. A gestante Gardene Maria Soares dos Santos faz parte deste grupo. Mensalmente, a família recebia uma complementação de R$ 77. Durante uma das reuniões do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), ela entendeu as regras do programa e decidiu devolver o benefício antes da próxima revisão cadastral. O marido, Francisco das Chagas Sobrinho Júnior, passou em concurso público municipal para trabalhar como vigilante. “O dinheiro do Bolsa Família ajudava a pagar a água e a luz. Embora eu precise, tem gente que precisa mais, por isso fui lá e cancelei”, conta.

P.S – E para os que se aproveitam do benefício, sem necessidade, como alguns vereadores, secretários, prefeitos, entre outros, como já foi noticiado, estes precisam é criar vergonha na cara, além de serem punido, claro!

Desligamento Voluntário/Retorno Garantido
O que é: o Desligamento Voluntário/Retorno Garantido possibilita que as famílias que tiveram aumento de renda solicitem o desligamento do programa, ato que lhes garante retorno facilitado ao programa caso percam a renda e voltem à situação de pobreza ou extrema pobreza.

Quem pode usufruir: famílias que obtêm renda mensal por pessoa superior a meio salário mínimo (R$ 362, neste ano) e que solicitem o desligamento voluntário do Programa Bolsa Família.

Como pedir: o responsável familiar deve procurar a gestão do Bolsa Família em sua cidade e preencher declaração solicitando o desligamento voluntário. Com esta iniciativa, a família tem o direito de retornar automaticamente ao Bolsa Família, sem precisar passar pelo processo de reinclusão do benefício, por 36 meses, contados a partir da data de solicitação do desligamento.

Legislação: implantado a partir do Plano Brasil Sem Miséria e regulamentado por meio da Instrução Operacional nº 48, de 13 de outubro de 2011.

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?