Governador do Maranhão desrespeita opinião da Pastoral Carcerária e dá a entender que quem lhe critica é porque quer chantageá-lo

Sempre disseram as “más” línguas que o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdob) é ateu de carteirinha. Mas, sempre em suas candidaturas fez questão de mostrar-se o melhor amigo de todas as religiões, principalmente da católica e evangélica, popularmente falando.

Acontece que, como uma pessoa “mascarada” não consegue permanecer assim pelos 365 dias do ano, uma hora a verdadeira face vem à tona. E, nesse caso, a máscara do “Todo Poderoso” e sempre “O certo”, o intocável, o inatingível, caiu.

Flávio Dino que, ao que parece, odeia, eu disse odeia ser contrariado respondeu com muita empáfia, ousadia e desrespeito a membros da igreja católica, quando estes fizeram críticas ao seu governo e à sua pessoa. O comunista ainda insiste em ficar dizendo aos 4 cantos do mundo que o sistema de segurança melhorou. Se atém a um tal de “dados” que só existe no mundo fantasioso dele.
Ô cara chato e sem humildade.

Quando a Pastoral Carcerária divulgou uma carta aberta ao senhor governador, deve ter esquecido que o lema do “governo da mudança” é: tomou, levou.

Na carta, a qual foi divulgada ontem, 27, a Pastoral diz que repudia veementemente, em outra palavras, “com todas as forças” as atitudes prepotentes e descontroladas do governador do estado. Lembrando que a Pastoral Carcerária é um serviço de evangelização vinculado à igreja Católica em benefício das pessoas que são privadas de suas liberdades e defende a dignidade humana mesmo que dentro de uma prisão:

“A Pastoral Carcerária do Maranhão vem através dessa nota repudiar veementemente as atitudes prepotentes e descontroladas do governador do Estado, Flávio Dino, dirigidas ao nosso coordenador estadual durante uma reunião, no dia 27 deste, com diferentes entidades da sociedade civil em que se apresentava a o projeto de lei da criação do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura e o Comitê Estadual de Combate à Tortura. Tudo começou quando o senhor governador, surpreendentemente, iniciou a auto-elogiar o seu governo, notadamente, o atual sistema prisional. Afirmou que com o advento da sua administração tudo teria mudado nas penitenciárias e prisões do Estado: os presos têm defensores públicos, há escolas e professores, não há mais maus tratos e nem repressão, não mais rebeliões e mortes entre presos, e nem tentativas de fugas. Enfim, o que não se fez em décadas de administração pública ele o teria feito em poucos meses.

Diante de tamanha distorção da realidade prisional o coordenador da Pastoral sentiu-se na obrigação moral de fazer observar ao senhor governador que o que ele expunha com tanta convicção não correspondia à objetividade dos fatos. Relatou o coordenador que os maus tratos continuavam com a mesma ou até maior intensidade que antes em todas as prisões do Estado. Observou que já houve várias mortes de presos nesses primeiros meses de governo, sem falar em fugas, algumas notórias, inclusive, pelo portão principal da penitenciária de segurança máxima em São Luís. Acrescentou que o atual secretário de segurança administra de forma personalista a partir do gabinete dele sem que haja diálogo, visita e comunicação efetiva com diretores, presos e entidades da sociedade civil. Diga-se, de passagem, que uma recente visita de uma comissão parlamentar à penitenciária de Pedrinhas confirmou tudo isso. A reação do governador deixou boquiabertos não somente o coordenador da Pastoral carcerária, mas também todos os presentes. Visivelmente alterado respondeu ao coordenador que ele não conhecia a história do Maranhão, que a sua era uma postura política, preconceituosa, que ele não tinha senso crítico. Em tom desafiador desconfiou da experiência e conhecimento de causa do coordenador e o acusou de ignorar os avanços e as mudanças que ocorreram no governo dele no sistema prisional.

Diante do exposto gostaríamos de colocar algumas considerações até como forma de ajudar o executivo estadual a encontrar e aprofundar o rumo do diálogo e da aceitação do contraditório como expressão democrática.

  1. Como Pastoral carcerária e como sociedade civil cabe-nos a tarefa de acompanhar e defender a dignidade de toda pessoa, e da pessoa toda, principalmente no que tange a população encarcerada do Estado do Maranhão. Solicitamos do senhor governador que apresente para a sociedade dados objetivos que comprovem o que ele afirma com tanta segurança a respeito da realidade prisional. Quantos novos professores, escolas, defensores públicos, por exemplo, foram contratados no seu governo, e em quais casas de detenção estão atuando. Essas eram algumas das informações que esperávamos dele no embate com o coordenador, em lugar de ‘reagir’ da mesma forma que os seus antecessores quando alguém ensaiava ‘arranhar a sua imagem pública’ com dados e argumentações.
  2. Queremos acreditar que o seu destempero emocional exibido na reunião – e que produziu constrangimento generalizado nos presentes, – tenha sido algo circunstancial e não uma expressão do seu ‘modus vivendi’, pois estaria colocando em xeque o direito sagrado ao ‘contraditório’ que ele sempre defendeu. Enfim, que reconheça, de fato, para os seus cidadãos o direito da livre expressão, inclusive o de discordar com o ‘servidor-mor’ do Estado, pois isso é democracia substantiva!
  3. Na reunião o senhor governador em duas ocasiões alardeou que iria convocar a Pastoral carcerária para ‘sentar’ e debater questões vitais relacionadas ao sistema prisional. Reiteramos aqui a nossa disponibilidade para não somente sentar com representantes do Estado, mas, principalmente, para visitar, apoiar e defender os presos, – sejam eles quem forem, – e seus inalienáveis direitos. Reafirmamos a nossa disposição em sempre denunciar toda tentativa de brutalidade e repressão por parte das estruturas do estado e de outros que queiram reduzir a vida de um ser humano que já nesta pagando seus erros a uma mera ‘peça’ descartável”. 

 

São Luís, 27 de junho de 2015

Pastoral Carcerária do Maranhão

 

Ao tomar conhecimento da Carta, o governador tuiteiro foi fazer o que lhe apraz. Ir jogar indiretas e insinuações contra a Pastoral e contra qualquer cidadão, entidade ou autoridade que não lhe diz “amém”. Quer dizer que se eu discordo com atitudes do governador é por que eu estou querendo chantageá-lo de alguma forma? Ah, senhor “deus”, por favor, né? Não está se achando demais não? Para que tá feio!

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Dá para levar um governo desse a sério? Estamos vivendo um regime totalitário com cara de democracia. Só que não!

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?