Áudio revela tortura policial no bairro da Vila Luizão

A jovem Ângela* (nome fictício) denunciou – através de uma gravação de áudio – um caso de espancamento e tortura feito pela polícia a uma jovem de 17 anos grávida, no bairro da Vila Luizão.

O fato que aconteceu em Outubro do ano passado, 2014 demonstra a total truculência do policiamento que temos. É como diz uma conhecida frase “É o que temos”.

De acordo com informações, tal atitude, realizada principalmente nas sextas-feiras – dia em que, segundo os moradores, policiais fazem Ronda nas bocas de tráfico, geralmente para “pegar dinheiro com os traficantes” -, acontece quando os mesmos “saem de mãos vazias”. Revoltados e cheios de si, acabam espancando e torturando quem eles veem pela frente.

“Eu indo lanchar na praça me deparei com isso. Eles estavam tão afoitos (os policiais) que ele nem ficaram preocupados comigo. Olharam a menina gravando e começaram a bater nela demais, bateram nela muito. Muito chute, pontapé. Davam com a cabeça dela na parede (…) Ela era de menor (…) Não deu em nada porque quando chegou na delegacia é a palavra deles que prevalece”(…)

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Para o presidente do Instituto de Cidadania Ativa, Mauricio Miguel, esse caso de tortura policial foi comprovado também na pesquisa realizada no bairro (Veja Aqui) e pelo áudio (abaixo).

Ainda para o presidente, casos costumeiros de violência policial contra moradores vão continuar ocorrendo enquanto não existir uma Corregedoria independente que não seja corporativista. Além também de uma Ouvidoria onde a população possa fazer casos de denúncias e violação de direitos humanos, administrados pelo Governo e sociedade civil.

** Nome fictício para preservar a identidade da denunciante.

Ouça o áudio:

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