Trocadilho! Policiais pagam fiança de homem que roubou 2 quilos de carne

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Um acontecimento está chamando a atenção de diversas pessoas, desde as primeiras horas da manhã de hoje, 14. Trata-se do caso de um eletricista desempregado que foi preso por tentar roubar 2 quilos de carne para dar de comer ao seu filho.

O caso aconteceu ontem (13), no Distrito Federal e ganhou as redes sociais, com defesa,  durante todo o dia hoje.

Já escrevi em textos anteriores que a fome dói. Não que eu já tenha tido essa triste experiência, mas só em passar algumas horas sem comer, já dá para imaginar o desespero de uma pessoa e, muito mais de um pai de família, ao olhar para um lado e outro e ver o seu filho chorando, pedindo comida.

Não que eu defenda a atitude do homem desempregado. Não é isso. A culpa mesmo é da falta de oportunidades e da renda má distribuída em nosso país. Onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre, coitado, mais pobre.

Entenda o caso

Mario Ferreira Lima, um desempregado esquecido que ganhou a rede nacional, as redes sociais e internet, no geral, – coisa que nunca imaginara na vida -, ao ser preso por tentar roubar 2 quilos de carne para matar a fome de seu filho.

Ao ter a infeliz atitude no mercado, foi flagrado pelas câmeras do estabelecimento, onde, ao se deparar com os policiais, um caso inusitado: os policiais civis se sensibilizaram com a situação do homem e tiveram uma atitude, um tanto, esperada: pagaram a fiança de Mario e ainda fizeram compras de supermercado para o homem e seu filho.

A explicação dada por parte do acusado conta que ele se confundiu com o dia de receber o dinheiro, R$70, do bolsa-família – benefício mensal concedido por um programa do Governo Federal. Com a descoberta – na hora – de que não tinha “caído” o benefício, o homem tentou esconder a carne na bolsa, sendo imediatamente surpreendido.

A ocorrência foi registrada na delegacia do Gama Oeste e a fiança estipulada em R$270. Toda a categoria de policiais da delegacia ficou sensibilizada e cada um puxou para si a responsabilidade de dar ajuda não mais a um “ladrão’’, mas sim, ao próximo.

Assim como Mario, tantos outros João, Pedro, Paulo, Marcio, passam por essas situações todos os dias, com todos os motivos possíveis. É claro que nunca, nenhum motivo deve ser usado para praticar tal atitude. Mas que as coisas estão difíceis, isso é bem verdade, mas o que não se pode perder é a vontade de continuar procurando um local e uma oportunidade abaixo desse sol.

Que as famílias do Brasil tenham a sorte e o pão de cada dia sem precisar mendigar ou ter amargar nessas mazelas sociais que se apresentam cada vez mais constantes diante de muitas famílias.

Compras feitas depois de uma 'vaquinha" entre os policiais
Compras feitas depois de uma ‘vaquinha” entre os policiais. FOTO: Globo

P.S – É importante deixar claro que os policiais não passaram a mão na cabeça do pai de família, mas cumpriram o seu trabalho dentro da formalidade. A outra parte do acontecido foi o lado humano, solidário que também falou bem alto. Tiveram a bondade de enxergar uma história, além de um roubo.

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