Deputado Wellington do Curso defende políticas públicas e de inclusão à população negra do nosso estado

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O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) defendeu, na manhã de ontem, 13, em tribuna, a necessidade de os governos unirem forças e articularem políticas públicas em defesa da juventude negra do nosso estado. A defesa foi baseada pelo dia que é considerado o Dia da Abolição da Escravatura.

A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888, o que não quer dizer que mudou o cenário de exclusão e discriminação dos descendentes de negros escravos. A data, no entanto nem é motivo de ser comemorada, visto que, mesmo o Brasil sendo um país mestiço, boa parte ou a maioria da população negra é deixada para trás, é a que mais sofre preconceito, a que menos tem oportunidade e é no meio dos negros que têm mais mortes.

Mesmo passados tantos anos e século da Abolição, o Brasil ainda tem caminhado a passos lentos na garantia de reais condições de inclusão e real participação do povo negro na sociedade. Ainda há muito o que se fazer.

Foi pensado nisso que Wellington – que tem se destacado em defesa de toda a população maranhense, em todos os seus problemas -, na oportunidade de sua fala, mencionou estatísticas que comprovam um verdadeiro “extermínio da juventude negra”, o que, segundo o parlamentar, revela a necessidade de se fomentar políticas que zelem pela inclusão e garantias fundamentais de todo cidadão.

“É imprescindível que o Estado fomente políticas públicas que concedam meios para que o jovem sonhador possa ascender socialmente e, possa então, concretizar seus planos. O dia de hoje, considerado o dia da abolição da escravatura, nos remete às inúmeras problemáticas ainda enfrentadas pela juventude negra, bem como os inúmeros desafios que ainda devem ser superados, dentre eles o combate ao extermínio de jovens negros, sobretudo em nosso Estado. É preciso que vejamos os jovens, não apenas como o futuro do país, mas como o presente e, por isso, sejam fornecidos os meios para que a juventude possa ascender. Tal ascensão se propulsiona através da educação, através da geração de emprego e renda e através do respeito àqueles que são, não apenas o futuro do Estado, mas também o presente: os jovens”, afirmou o vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias.

É necessário que as discussões em torno do assunto sejam realmente levadas à sério. É preciso acelerar essa inclusão com ações afirmativas, para que possamos sentir uma diminuição mais real nas desigualdades.

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