Verba pública vai bancar passagens aéreas para cônjuges de Deputados

Temos ouvido todos os dias e em todo o canto que o Brasil está passando por um grande momento de crise financeira. Aumenta dali, corta daqui, economiza aqui e, no final das contas, o pobre é o mais sacrificado. A verdade é essa!

A mais nova notícia que causou espanto no país diz respeito à nova aprovação da Mesa Diretora da Câmara Federal , ocorrida ontem (25) – autorizada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) -, a qual resolveu liberar transporte aéreo também para as esposas dos Deputados. A nova regalia, é claro, vai ser bancada com a verba pública, sem causar nenhum impacto nos recheados salários dos respectivos esposos e vice-versa, ou seja, os Deputados (as). Com a decisão, as esposas e maridos de parlamentares vão poder utilizar a cota de passagens da Casa, em viagens que sejam apenas na rota de Brasília e o seu estado de origem, isso na teoria, vamos ver na prática.

Eduardo Cunha - Presidente da Câmara Federal e outros deputados. FOTO: Site Uol
Eduardo Cunha – Presidente da Câmara Federal e outros deputados.
FOTO: Site Uol

Atualmente um deputado federal tem uma remuneração mensal bruta de R$ 33.763,00. Além desse salário, outros benefícios foram também reajustados e autorizados pelo líder da Câmara, como: aumentos em todas as despesas com parlamentares, onde inclui verba de gabinete e pagamento de funcionários, auxílio moradia e cota para contas telefônicas, além das passagens aéreas, é claro. Lembrando mais uma vez que tudo bancado com dinheiro público.

A liberação da verba para familiares foi reivindicada por um grupo de esposas de deputados durante a campanha de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em encontro promovido pela ex-deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), em João Pessoa, ele ouviu o pedido e se comprometeu a levar a proposta adiante. Eduardo Cunha se elegeu presidente da Câmara com 267 votos. Dos titulares da Mesa, apenas a terceira e o quarto-secretários, Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Alex Canziani (PTB-PR), votaram contra a mudança. Suplentes, Luiza Erundina (PSB-SP) e Mandetta (DEM-MS) também se posicionaram contra a medida, apoiada pelos demais integrantes do colegiado.

Segundo falou Eduardo Cunha em entrevistas à Tv’s e Portais de todo o Brasil, o impacto no país vai ser nulo, pois, de acordo com ele, haverá cortes em outros setores na mesma proporção ao reajuste, fazendo com que não haja aumento de nada.

Bom, ele pode até dizer isso, mas como o povo brasileiro pode acreditar numa realidade que mostra outra coisa? Que leva tantos benefícios a alguns e penaliza tantos outros? É bem aí que eu, como cidadã vejo um erro grotesco. Se um parlamentar federal tem um salário muito maior ao piso salarial de um trabalhador, tendo um reajuste sempre aprovado por eles mesmos, por que estes não custeiam os seus próprios gastos? Por que a verba pública precisa fazer isso por eles e agora se estendendo às suas famílias também?
E o pior é que nos empurram isso goela abaixo e nós que nos viremos para aceitar.

Mais benefícios
Para o exercício das atividades do mandato, os deputados também recebem a cota parlamentar, que varia de R$ 27.977,66 a R$ 41.612,80. Este benefício inclui, entre outras despesas, gastos com escritório fora da Câmara, combustível, serviços postais, fornecimento de alimentação ao deputado, aluguel de aeronave, serviços de segurança, de consultoria e de divulgação das atividades parlamentares, entre outros.

*Baseada em informações do G1 Política e Congresso em Foco

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