Atendimento médico da Rede Estadual de Saúde do Maranhão vai parar, afirmam os profissionais da área

Por falta de pagamento, a paralisação ocorrerá a partir do dia 4 de Dezembro, próxima terça-feira. Atendimento de emergência e urgência vão ficar à disposição apenas até o próximo dia 7, caso não haja solução por parte do Governo do Estado.

Com salários atrasados há aproximadamente três meses, médicos que prestam serviços nas unidades de saúde
administradas pelo Governo do Maranhão decidiram, na noite da última terça-feira (27), paralisar os serviços por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira, dia 4 de dezembro, em reunião dos profissionais
realizada na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-MA), em São Luís. Os atendimentos de emergência e urgência ficam à disposição até o dia 7 de dezembro, conforme informou Abdon Murad, presidente do CRM-MA.

– As consultas que já haviam sido marcadas só serão atendidas até segunda-feira, dia 3. Apenas para serviços de emergência e urgência, os médicos ficam disponíveis até o dia 7, após isso, se o Governo do Maranhão não tomar nenhuma providência, tudo ficará parado.
Não há condições mínimas de trabalhar, porque os atrasos no pagamento dos salários são sucessivos. Há médicos que já estão há três meses sem receber. Os profissionais não recebem a remuneração de forma adequada. Quem mais sofre com isso é a população, que fica sem os serviços básicos e essenciais de Saúde – afirmou Murad.

Informações do Jornal O Estado do Maranhão 

Em reportagem publicada no dia 1º de novembro, O Estado mostrou que os médicos haviam se reunido no dia 31 de outubro para debater o que seria feito, em decorrência da falta de pagamentos por parte do Governo do Maranhão.

Durante a Assembleia Extraordinária da categoria, um representante da Secretaria Estadual de Saúde (SES) definiu
um cronograma de pagamento, mas, conforme Abdon Murad, este não foi cumprido. “No mês de outubro, em reunião realizada pelo CRM-MA e, também, pelo Sindicato dos Médicos, sinalizamos que pararíamos as atividades médicas, caso o Governo do Maranhão não realizasse os pagamentos que estão atrasados. Um acordo foi firmado
com um representante da SES, mas não foi cumprido – concluiu Murad.

Segundo informações de O Estado, até a publicação, o Governo não retornou nenhum contato a fim de dar um posicionamento sobre a decisão dos médicos.

Nota da categoria

A reunião reuniu cerca de 180 médicos.

Participaram da reunião as instituições CRM, Sindicato dos Médicos do Maranhão, Associação dos Médicos do Maranhão. Não havia representante da Secretaria de Saúde do Estado.

Segundo o presidente do CRM-MA, cerca de 950 a mil médicos estão sem pagamento. Os que atendem no Hospital Materno Infantil de Imperatriz não recebem desde o mês de setembro.

Os médicos decidiram pela greve, a partir do dia 04/12 para atendimentos eletivos (cirurgia marcada e consultas médicas) em todo o Estado. Em São Luís, estarão sem atendimento eletivo, as UPAS, Hospitais Carlos Macieira e do Servidor.

A partir do dia 07/12, caso nada seja resolvido, a paralisação se estenderá também para os atendimentos de emergência em todo o Estado.

Fazendo não mais do que a sua obrigação, Flávio Dino gaba-se de pagar a metade do 13° salário

Papocando essa informação em todas as suas redes sociais, sendo, prontamente, reproduzida por blogs e veículos alinhados ao Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB), tem se gabado de o estado já ter pago a metade do 13° salário aos servidores.

Quem deve estar respirando aliviado – também pela metade – , são os servidores que, muitos deles, sabendo das dificuldades financeiras que o estado se encontra e vai ficar muito pior, mesmo assim, conseguiram, como êxito, sacar esse vencimento.

Em entrevista à Rádio Mirante AM, deputada eleita Mical Damasceno afirma que a sua vitória é fruto da força política das igrejas Assembleias de Deus no Maranhão

Na tarde desta quarta-feira, 28, a deputada eleita Mical Damasceno (PTB), concedeu entrevista ao radialista Geraldo Castro, no Programa Abrindo o Verbo – Mirante AM.

Sendo a mais votada da sua coligação, com 30.693 mil votos, Mical atribuiu a sua vitória, primeiramente, à Deus e afirmou que é fruto da força política das igrejas Assembleias de Deus, congregação a qual faz parte desde criança.

Se autointitulando com o codinome de ‘coragem’, a deputada, que nasceu em Anajatuba e aos 11 anos se mudou, com a família, para o município de Viana, iniciou a sua fala, de forma serena, agradecendo a toda Convenção CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão) que a permitiu fazer parte do que chamou de “grande projeto”.

Agradeceu, também, ao Conselho Político, pelo apoio e empenho e à todos os familiares, amigos e lideranças de pastores e missionários que, por meio, da ajuda na divulgação de seus projetos e materiais de campanha, pôde fazer um trabalho com amor, consciente e de unidade.

– Eu nasci em Anajatuba e aos 6 anos fomos morar em Magalhães de Almeida, no Baixo Parnaíba com toda a minha família. Aos 11 anos de idade, a nossa família se mudou para Viana e, por isso, eu me considero uma vianense.
O povo evangélico, dessa vez, entendeu que havia a necessidade de uma representatividade evangélica e nós conseguimos essa grande vitória.
Houve uma organização das Assembleias de Deus e eu faço parte do projeto político e social da CEADEMA. Eu concorri nas prévias uma eleição interna dentro do Colegiado de pastores, juntamente com mais três candidatos e nós ficamos em primeiro. Tinha ainda outro candidato, que desistiu e eu fui a candidata à deputada estadual oficial da Convenção – contou a dona dos mais de 30 mil votos.

Eu sou fruto da força política das Assembleias de Deus no Maranhão.

Ao falar da sua trajetória de vida, Mical relembrou a 1° vez que foi candidata, no ano de 2008, na cidade de Viana, pleiteando o cargo de vereadora.
Mesmo sendo a 1ª mais bem votada da sua coligação, não obteve êxito na disputa por não alcançar quociente eleitoral.

Em 2014, lançando o seu nome para candidata federal, a vitoriosa deputada reconheceu que por falta de ouvir conselhos e costurar apoios, fez uma campanha isolada, sem sucesso.

Filha de pastor 

Filha do pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão e 3° vice-presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), Mical confessou que o seu pai nunca a motivou para entrar para a política. Houve uma certa resistência.

– Meu pai nunca me motivou a entrar para a política. Na primeira e segunda vez que fui candidata, ele não concordou, mas, agora, na terceira, ele respeitou a minha decisão e me deu apoio.  Dessa vez eu entendi que nem tudo é do meu jeito. Eu tenho ré!
Eu ouvi os conselhos das lideranças e segui o caminho certo – reconheceu.

Deputada “pé no chão” e sem padrinhos políticos

Totalmente pé no chão e uma deputada com a cara do povo, Mical ainda revelou que é uma pessoa do cabo da vassoura ao microfone, pois é, com muito orgulho, dona de casa, filha, mãe, avó e amiga.

Sem berço político, apadrinhamento ou financiador de campanha, os ouvintes puderam saber que a deputada não teve nenhum apoio da classe política na sua eleição.

– Nós não tivemos apoio de político algum. Não tivemos nenhum vereador, nenhum prefeito nos apoiando. Tivemos apenas o apoio dos irmãos de várias denominações e amigos.
Para eu chegar aqui no teu programa, Geraldo, eu já lavei roupa, eu já cozinhei, já varri casa. Eu sou uma pessoa assim – declarou.

Relação Bolsonaro x Flávio Dino

Ao ser questionada pelo radialista sobre como vai manter a relação com o governador do estado, Flávio Dino e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, Mical foi bem direta ao afirmar que mesmo sendo da base aliada do governador, o apoiando e acreditando no seu projeto político de progresso e desenvolvimento para o Maranhão, o governador soube, desde o início, do seu compromisso apenas na esfera estadual.

– O governador soube desde o início da nossa posição e sempre respeitou.
Apoiamos o presidente Bolsonaro, em 1° lugar, por ser uma orientação da CGADB e da CEADEMA e por compactuarmos com os princípios e valores defendidos em nossa campanha.