Propaganda eleitoral na TV e no rádio começa nesta sexta-feira, 31

A propaganda eleitoral gratuita começa a ser divulgada no rádio e televisão para todo o país nesta sexta-feira (31). Durante o primeiro turno, o conteúdo político será veiculado até 4 de outubro, três dias antes de os eleitores comparecerem às urnas. No total, serão 35 dias de propaganda – dez a menos que antes da aprovação da Reforma Eleitoral de 2015 (Lei 13.165/2015).

Em casos em que haja segundo turno, a veiculação será retomada no dia 12 de outubro, ou seja, na primeira sexta-feira após o primeiro turno. Serão mais 15 dias até o dia 26 de outubro – dois dias antes dos eleitores voltarem às urnas.

A definição quanto aos dias de exibição das campanhas leva em conta o cargo em disputa.
Os programas dos presidenciáveis irão ao ar às terças-feiras, quintas e aos sábados. No rádio, das 7h às 7h12min30seg e das 12h às 12h12min30seg. Na televisão, das 13h às 13h12min20seg e das 20h30 às 20h42min30seg.

Nestes mesmos dias, serão transmitidas as propagandas dos candidatos a deputado federal. Já a publicidade dos que concorrem aos governos estaduais e do Distrito Federal, bem como ao Senado e a deputado estadual e distrital será exibida às segundas-feiras, quartas e sextas. Nos domingos, não haverá propaganda eleitoral.

Juntos, os programas dos candidatos à Presidência da República ocuparão dois blocos de 12 minutos e 30 segundos cada, totalizando 25 minutos a cada dia de exibição. Mesmo tempo destinado à propaganda do conjunto de candidatos a deputado federal. Os que concorrem aos cargos de governadores dividirão 18 minutos de campanha no rádio e na TV. Tempo igual ao destinado aos candidatos a deputados estaduais e distritais. Já os que concorrem ao Senado aparecerão em dois blocos de 7 minutos cada.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 28.306 pessoas registraram suas candidaturas. São 13 candidatos presidenciais; 199 concorrentes ao cargo de governador; 353 aspirantes ao Senado; 8.346 candidatos ao cargo de deputado federal; 17.512 a deputado estadual; 963 a deputado distrital e 353 ao Senado – que, este ano, renovará dois terços dos atuais senadores. Ou seja, 54 candidatos serão eleitos.

Além da aparição em bloco, os candidatos também fazem jus a divulgar propagandas de 30 segundos ao longo da programação das emissoras de rádio e TV. A quantidade de inserções das peças publicitárias eleitorais obedece ao mesmo critério de divisão do horário eleitoral, ou seja, a representatividade da coligação na Câmara.

Veja a milionária relação: Candidatos a deputado federal já receberam repasses do Fundo Eleitoral para financiar campanha

Aluísio Mendes – R$500 mil – Podemos
André Fufuca – R$1,7 milhão – PP
Davi Alves Júnior – R$250 mil – PR
Gastão Vieira – R$405 mil – PROS
Hildo Rocha – R$1,5 milhão – MDB
João Marcelo – R$1,5 milhão – MDB
Juscelino Filho – R$500 mil – DEM
Luana Costa – R$1,3 milhão – PSC
Márcio Jerry – R$400 mil – PCdoB
Rubens Júnior – R$400 mil – PCdoB
Simplicio – R$1,05 milhão – SD
Victor Mendes – R$1,5 milhão – MDB
Waldir Maranhão – R$500 mil – PSDB
Três deputados federais mais do que privilegiados por seus partidos no repasse de fundo eleitoral para financiamento de suas campanhas 2018. Dezenas de candidatos – do mesmo partidos destes tais – estão só na vontade, ou seja, há privilégios claros de investimento e preferência

Vários candidatos a deputado federal já receberam repasses dos diretórios nacionais para a campanha eleitoral. Até agora, o MDB foi o partido mais generoso, destinou R$4,5 milhões aos seus candidatos a reeleição – Hildo Rocha, João Marcelo e Victor Mendes. No entanto, individualmente quem mais recebeu foi André Fufuca do PP, ele foi contemplado com R$1,7 milhão. Luana Costa do PSC e Simplício do Solidariedade também garantiram mais de um milhão de reais cada um.

Criado no ano passado para regulamentar o repasse de recursos públicos entre os partidos, o Fundo distribuiu R$ 1,716 bilhão de dinheiro público, dividido proporcionalmente entre os partidos, levando em conta, principalmente, o número de representantes no Congresso Nacional. O MDB, por exemplo, recebeu R$ 234,2 milhões; o PT teve para distribuir R$ 212,2 milhões; e o PSDB nada menos que R$ 185,8 milhões.
Os chamados nanicos ficaram com R$ 980 mil cada.

André Fufuca, candidato à reeleição, recebeu quase DOIS MILHÕES do PP

Outros candidatos a deputado federal também já receberam repasses, apesar dos valores mais modestos, caso de Aluísio Mendes (Podemos) e Waldir Maranhão (PSDB), que receberam R$500 mil cada um. Gastão Vieira ganhou R$405 mil do PROS. Já os comunistas Rubens Pereira Júnior e Márcio Jerry receberam R$400 mil, cada. Davi Alves Júnior do PR, recebeu R$250 mil.

Livres para utilizar a grana como querem, os partidos injetaram dinheiro em campanhas estaduais de acordo com seus critérios internos. O PCdoB, por exemplo, investiu 13% da sua cota em Flávio Dino, o equivalente a R$ 4 milhões  e seuComitê Central já tinha deixado claro que o principal objetivo de 2018 é reeleger o comunista, em documento que dispunha sobre critérios para distribuição de recursos

O que chama atenção é que outros companheiros de partidos dos candidatos citados acima não foram ainda agraciados.
No PP, por exemplo, Ildon Marques e Paulo Marinho Júnior não receberam nada. No PCdoB, as mulheres ficaram fora da partilha do fundo eleitoral. No PSDB, Madeira ainda não foi contemplado. Assim como no PR nem Josimar e Jr Lourenço receberam repasses.

Outros candidatos de nome forte também não receberam nada dos seus partidos, caso de Pedro Lucas Fernandes (PTB); Gil Cutrim, Deoclides e Julião Amim, todos do PDT; Júnior Marreca do Patriotas; Zé Carlos do PT, Edilázio do PSD e outros.