Quem é a empresa G5 Logística que opera no Porto do Itaqui e enquanto descumpre direitos de seus funcionários, apoiava, por fora, projetos sociais de ONG

Existe um termo no jornalismo chamado SUITE, ou seja, continuidade, sequência da matéria de uma notícia anterior.

A matéria aqui no meu blog, que vai ter alguns desdobramentos e questionamentos, é em continuidade a uma matéria/denúncia do blog Luís Cardoso, onde o profissional da comunicação denuncia a empresa G5 Logística – que opera no Porto do Itaqui – de aplicar golpe em trabalhadores, tendo como consequência disso a paralisação de alguns serviços no local.

De acordo com informações na própria página da empresa G5 Logística, ela é uma empresa que realiza serviços de operação portuária, logística e transporte rodoviário de cargas. Faz, ainda, consultoria técnica na estruturação de projetos logísticos e engenharia, construção civil, gerenciamento de obras.

– Seus profissionais são oriundos de grandes empresas como Grupo Votorantim, Ford, Eldorado Celulose, Vale, White Martins, Philips, Ambev, CSN, Yara Fertilizantes, entre outras -, diz o site da empresa.

Mas então, qual é a denúncia dessa tão grande empresa que, na teoria, parece trabalhar pela qualidade de seus profissionais e clientes?

De acordo com a denúncia do colega Luís Cardoso, os trabalhadores maranhenses que trabalham na G5 alegam que a empresa suprimiu direitos da categoria e, por isso, estão exigindo que o acordo registrado em reunião seja respeitado para que eles possam retornar ao trabalho.Desde que paralisaram as atividades, o movimento simplesmente não acontece. Nada entra ou sai do Porto, acumulando sérios prejuízos para o Estado.

A Operadora parece não temer a justiça e continua a fazer o que quer. Mesmo com um acordo realizado em reunião com o Sindicato, registrado em ata, a G5 retirou dos trabalhadores o direito a ticket alimentação, o vale transporte, plano de saúde e não quer negociar.

Ainda segundo a denúncia, a operadora G5 Logística, que hoje manda e desmanda no Porto, é subordinada da gigante Suzano Celulose, que controla praticamente toda a operação portuária no Itaqui e com o apoio da EMAP.

Uma pergunta que não quer calar?

Por que o governo Flávio Dino – ligado diretamente ao Porto do Itaqui – não colocou nenhuma nota, por meio de sua impressa marrom ou do site do próprio Porto, para deixar a população ciente de que trabalhadores paralisaram alguns trabalhos no Porto do Itaqui?

Trabalhadores de braços cruzados FOTO: Blog Luís Cardoso

Retirada de patrocínios

A relação da oculta empresa G5 Logística parece não ser duvidosa apenas com os seus trabalhadores.

A tal empresa portuária realmente possui algo esquisito, pois quem são os seus donos?
Por que a empresa fazia questão de patrocinar projetos no Maranhão, a exemplo do Instituto Cidadania Ativa, realizado no bairro da Vila Luizão e adjacências – com a comunidade carente? Patrocinou até livro do presidente do Instituto acima citado e, do nada, pararam tudo? Sem nenhuma conversa ou justificativa prévia?

Existe alguma relação do privado com o público nessa relação? Qual era a relação (no oculto) que a empresa portuária tinha com o presidente do Instituto Cidadania Ativa, Mauricio Miguel?

Ao invés de investir nos seus funcionários com valorização, capacitação e condições dignas de trabalho, qual era o interesse de apoiar e patrocinar projetos de ONG, que já realizava suados trabalhos comunitários por diversos bairros de São Luís? Por que a G5 Logística migrou com grande interesse para os trabalhos comunitários realizados por Maurício Miguel, no lugar de apoiar ações sociais na sua própria empresa?

Que empresa é essa e qual o seu interesse aqui no Maranhão?

Contato

Liguei para o Porto do Itaqui para obter informações à respeito da empresa, onde, após me passarem para diversos ramais, me mandaram preencher um formulários de solicitação de informações, no site do Porto do Itaqui e, que, em tempo hábil me responderiam.

Quanta burocracia!