Fila quilométrica é formada no penúltimo dia para fechamento de cadastro eleitoral 2018

Uma fila quilométrica de pessoas está formada na calçada da avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao Fórum Eleitoral de São Luís, que fica localizado no antigo Lusitana Center, em frente ao elevado da Cohama, na manhã desta terça-feira (8). O motivo é que amanhã, quarta-feira (9), é o último dia para o fechamento do cadastro eleitoral 2018 e muitas pessoas deixaram para fazer a atualização cadastral no fim do prazo.

Fila quilométrica na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na manhã de hoje, 08

Falso: Depois de dormir com o PT, acordar com PSDB, Flávio Dino agora abre mão de Lula e opta por Ciro Gomes

Flávio Dino: “de que lado você está? De que lado você quer ficar”?

Para comunista, governador do MA, insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo

Governador do Maranhão e aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Dino (PC do B) defendeu que o seu partido, o PCdoB e ainda o PSOL e o PT abram mão de suas pré-candidaturas para apoiar Ciro Gomes (PDT) na eleição para a Presidência da República.

Para Dino, a multiplicidade de candidaturas ameaça o seu campo político de perder já no primeiro turno. “Está chegando o momento de admitir uma nova agenda. Se não oferecermos uma alternativa viável, você pode perder a capacidade de atrair outros setores do centro que se guiam também pela viabilidade”, disse na sexta (4), na sede do governo.

Ainda segundo o vulnerável comunista, a união da esquerda hoje se daria em torno de Ciro, porque
ele “é hoje o melhor posicionado”. Lula está inabilitado e “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”, disse.

Sem Lula nas pesquisas de intenção de voto, entre os nomes identificados como de esquerda, o cearense é o que herda a maior parcela do eleitorado lulista —15% no cenário mais favorável medido pelo Datafolha em abril. Manuela D’Avila (PC do B) atrai 3% dos votos do ex-presidente.

Flávio Dino disse que a prisão de Lula é “muito dilacerante, muito traumática, uma tragédia política, a maior derrota da esquerda brasileira desde o golpe [militar] de 1964”.

– É pior que o impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)] pelo simbolismo de o maior líder popular do país, ao lado de Getúlio Vargas, estar fora da eleição – afirmou.
Pela dramaticidade do episódio, argumentou, foi necessário a simpatizantes
viver o “luto para processar a perda”.

Um mês de prisão

Agora, um mês depois, aproxima-se o momento de Lula e aliados admitirem que sua candidatura se tornou inviável e começarem a traçar estratégias para vencer a eleição. Do contrário, sustentou o governador maranhense, a divisão pode resultar em tragédia ainda pior, que seria a derrota para a
direita.

– O ponto de interrogação que está dirigido sobretudo ao PT é se nós queremos uma eleição apenas de resistência, de marcar posição, eleger deputados ou ganhar a eleição presidencial”, disse. “Temos chance de ganhar a eleição porque o pós-impeachment deu errado. O fracasso do Temer é o fracasso da alternativa que se gestou a nós.

Sem nominar, o comunista discordou da postura de setores do PT, inclusive da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, de insistir na candidatura de Lula. “A tática de marcar posição é derrotista e não honra a importância do Lula, porque abre mão da possibilidade de haver uma virada geral na sociedade que possibilite julgamentos racionais dele”, afirmou.

A possibilidade de aliança já para o primeiro turno divide o PT. O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad sustenta a necessidade de diálogo entre setores de esquerda. O ex-ministro Jaques Wagner deu declaração simpática à possibilidade de o PT indicar um vice em chapa de Ciro. Gleisi contestou.
“Mas ele não sabe que o Ciro não passa no PT nem com reza brava?”, reagiu.