Uma Assembleia Legislativa omissa e de joelhos ao ditador Flávio Dino, que deve e teme!

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pode dar agora umas respiradas aliviado. Afinal, o que é meia dúzia de deputados estaduais resistentes ao modo mais opressor e violento de governar do comunista, que a maior parte de seus asseclas não resolva na Assembleia Legislativa do Maranhão?!

Eu costumo dizer que quem faz o trabalho sujo, seja do país, do estado ou do município, não são nem os seus líderes majoritários, mas, sim, as Câmaras e Assembleias. Ora, tudo o que é aprovado, em definitivo, passa nas mãos dos tais representantes do bolso, ops, povo. Sorry!

Na AL do Maranhão não é diferente!
Há pouco mais de um ano, um dos deputados estudais chegou a afirmar na Tribuna que, de toda a legislatura que já passou pela Casa, ele nunca vira um plenário tão acovardado e ajoelhado ao Governo do Estado. Foram mais ou menos essas as suas palavras.

Entenda

O Maranhão está em polvorosa desde que “vazaram” alguns memorandos que determinavam o recolhimento de informações pessoais de políticos não alinhados ao projeto de reeleição do comunista. Os memorandos partiram do Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar.

No documento da Secretaria de Segurança Pública do Estado, estava determinada a identificação de adversários e um ‘levantamento eleitoral’ das forças de segurança do Estado.

– Ditadura: Ordem de Flávio Dino é para que sua Polícia Militar se mobilize em espionar adversários políticos em todo o Estado

Diante disso, parlamentares da base de apoio do governo Flávio Dino (PC do B) na Assembleia Legislativa rejeitaram, nesta quinta-feira (26), requerimento, de autoria do deputado Eduardo Braide (PMN), através do qual havia sido solicitada a convocação de oficiais da Polícia Militar do Maranhão, cujas assinaturas, constam em três memorandos que davam ordens para espionar quem não fosse adepto ao projeto de reeleição de Flávio Dino.

Logo que os documentos foram conhecidos pela imprensa e população, os tenentes coronéis Emerson Farias e Antônio Markus Lima, responsáveis pelo Comando de Policiamento do Interior e da Área do município de Barra do Corda, respectivamente, além do major Jadiel Sousa, da Área de Caxias, foram afastados dos cargos por determinação do governador e do secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, os quais negam, com veemência, o suposto esquema de espionagem.

O deputado Eduardo Braide lamentou a “força bruta” da base governista em não dar a oportunidade para que os oficiais pudessem publicizar suas versões acerca do assunto.

A verdade é que os deputados que fazem oposição ao governo mais parecem um voz no deserto, clamando/gritando e ninguém os ouvindo, exatamente por serem em menos quantidade.
A força-bruta já começa no “cabeça” da Casa, presidente Othelino Neto.

Os deputados tendo essa atitude em, mais uma vez, trabalharem a fim de abafar caminhos tortuosos e prejudiciais à população, dão mostras claríssimas de que, realmente, as suas preocupações parlamentarem passam é longe do que diz respeito à transparência e ao bem do povo.

E outra, quem não deve, não teme!
Já que o governador grita aos 4 cantos de que isso é armação e perseguição política, essa não seria uma ótima oportunidade de provar isso?

Pois é! Mas pelo visto, eles devem, por isso, eles temem!

Retrato do vergonhoso Plenário Simão Estácio da Silveira

Intervenção Federal

Na última terça-feira, 24, dez partidos de oposição protocolaram na Procuradoria Geral da República, em Brasília, documento solicitando intervenção federal no sistema de Segurança Pública do Maranhão até o fim das eleições de outubro.

CPI´S – Continuam tramitando na Assembleia propostas da oposição que visam instalar pelo menos duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI´S).

A primeira terá como objetivo apurar justamente o suposto esquema de fichamento de políticos não alinhados à Flávio Dino.

A segunda atinge a gestão do comunista e o próprio Jefferson Portela, acusado pelo deputado Raimundo Cutrim (PC do B) de ter obrigado um policial militar a envolver seu nome em um esquema de milicianos.

O grupo criminoso foi desarticulado no mês passado. Vários policiais civis e militares foram presos, dentre eles o ex-superintendente estadual de Investigações Criminais, delegado Tiago Bardal.

Os pedidos de CPI´S ainda não contam com as 14 assinaturas necessárias para as suas instalações.

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?