“Júnior de Nenzin” não vai participar da reconstituição do crime da morte de seu pai

De acordo com a polícia, a simulação do crime deve ser realizada no fim do mês de fevereiro ou início de março

Os advogados de Mariano Júnior, o qual é apontado como autor do assassinato do próprio pai, o ex-prefeito Manoel Mariano de Sousa, conhecido como “Nenzin”, conseguiram uma liminar, na Justiça, que o isenta de participar da reconstituição do crime em Barra do Corda.

Segundo informações policiais, a simulação do crime deve ser realizada no fim do mês de fevereiro ou início de março. E uma pessoa será colocada no lugar de “Júnior de Nenzin”, para fazer a reconstituição, a qual é necessária para ajudar a polícia a obter mais informações sobre o caso e finalizar o inquérito.

Mariano Júnior está preso desde o dia 8 de dezembro, mas continua negando ter cometido o crime.

Entenda o caso

O ex-prefeito da cidade de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, foi assassinado na manhã do dia 6 de dezembro do ano passado, enquanto trafegava pela BR-226 com destino a sua fazenda.

Segundo versão inicial apresentada por seu filho, Manoel Filho, que dirigia o carro, Nenzin teria pedido para que ele parasse já que pretendia fazer necessidades fisiológicas. Nesse momento, o ex-prefeito teria sido abordado por dois homens que estariam em uma moto. Um deles atirou no pescoço do ex-prefeito. O fato ocorreu por volta das 8h30.

Só que a polícia descartou essa versão e passou a investigar Manoel Filho, chegando à conclusão de sua participação no crime, inclusive como autor dos disparos. Ele ainda tentou fugir, mas foi preso na casa de um amigo.

 Imirante

Salários atrasados: Ministério Público pede suspensão do carnaval 2018 no município de São Pedro da Água Branca

A Promotoria de Justiça da Comarca de São Pedro da Água Branca ingressou, na última quinta-feira (01), com uma Ação Civil Pública contra o Município e o prefeito Gilsimar Pereira Ferreira, conhecido como “Pelezinho”. No documento, o Ministério Público do Maranhão requer a regularização do pagamento dos servidores municipais, em atraso desde novembro de 2017. Também foi pedida a suspensão de qualquer gasto com o carnaval até a comprovação do pagamento.

De acordo com as investigações da Promotoria, os servidores concursados do Município não receberam seus vencimentos de dezembro e metade do 13º salário. Já os contratados estão sem receber desde novembro e não receberam sequer uma parcela do 13°. Além disso, a Prefeitura não estaria repassando os recolhimentos previdenciários e de contribuição sindical.

Questionada pelo Ministério Público, a Secretaria Municipal de Finanças de São Pedro da Água Branca afirmou que os atrasos seriam motivados por um suposto problema na abertura de conta bancária. “A desorganização do Município de São Pedro da Água Branca no pagamento de salários, bem como no repasse de descontos previdenciários e sindicais, apresenta-se como fato público e notório, sendo corroborada, inclusive, pelo expediente remetido pela própria Secretaria Municipal de Finanças, que nada refutou”, observou, na ação, a promotora de justiça Fabiana Santalucia Fernandes.

Por outro lado, o site do Executivo Municipal aponta a existência de recursos suficientes para a realização de quatro dias de carnaval, “o que vai de encontro à dificuldade financeira sustentada”, comentou Fabiana Santalucia.

Verificou-se, ainda, que nos meses de dezembro de 2017 e janeiro de 2018, o Município recebeu normalmente os repasses constitucionais devidos.

PEDIDOS

O Ministério Público requer, em medida liminar, que a Justiça determine prazo de 48 horas para que sejam pagos os salários de todos os servidores públicos municipais (efetivos, contratados e comissionados) relativos a dezembro de 2017. Os demais vencimentos deverão ser quitados no prazo máximo de 30 dias, bem como o repasse dos recolhimentos previdenciários e descontos de contribuições sindicais.

Também foi pedida a suspensão de todo e qualquer gasto com a realização de festividades de carnaval até que seja comprovada a quitação integral das obrigações salariais vencidas e não pagas, bem como os repasses devidos.

Caso a inadimplência do município persista por mais cinco dias, o Ministério Público pede o bloqueio de 60% das transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a ser destinados exclusivamente ao pagamento dos servidores públicos.

Em caso de descumprimento da decisão, foi pedida a determinação de multa diária de R$ 1 mil, a ser paga pessoalmente pelo prefeito Gilsimar Pereira Ferreira.