Sorveteria recebeu mais de R$ 1,2 milhão da Secretaria de Saúde no Maranhão

“Um valor de 18 milhões revolucionaria a saúde do Maranhão, elevando a uma saúde de excelência” – Polícia Federal, em coletiva, na manhã desta quinta-feira, 16.

FOTO: Imirante

Logo após ser deflagrada a Operação Pegadores da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (16), que apura indícios de desvios de recursos públicos federais, por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria – firmados na atual gestão de Flávio Dino (PCdoB), na área da saúde e resultou no cumprimento de 17 mandados de prisão, a incluir a prisão de  Rosângela, ex-subsecretária da Secretaria de Saúde do Maranhão e ex-candidata à prefeitura de Imperatriz e mais 28 mandados de busca e apreensão em São Luís/MA, Imperatriz/MA, Amarante/MA e Teresina/PI, além do bloqueio judicial e sequestro de bens no total de R$18 milhões, a PF concedeu coletiva de imprensa a fim de esclarecer a tal Operação.

De acordo com o delegado responsável, Wedson Cajé Lopes, os desvios ocorriam com a contratação de mais de 400 servidores, que eram fantasmas. Além disso, o esquema envolvia também empresas de fachada como uma empresa que era uma sorveteria, que – ainda segundo o delegado – foi transformada da noite para o dia em empresa para gerir recursos da saúde.

A sorveteria recebeu da Secretaria de Saúde mais de R$ 1,2 milhão.

Sobre os funcionários que recebiam, mas não trabalhavam na SES, o representante da Controladoria Geral da União (CGU), Francisco Alves Moreira, afirmou que se todos trabalhassem, os serviços na Saúde seriam de excelência.

Cada profissional fantasma impede que haja profissional nas unidades hospitalares para prestar serviços. Se todos estivessem desenvolvendo suas funções, não temo em dizer que os serviços no Maranhão na Saúde teria padrão de excelência – disse Moreira.

Prisão 

A PF confirmou, ainda, a prisão da subsecretária de Saúde, Rosângela Curado. Ela foi presa em Imperatriz.
Segundo a PF, ela está envolvida nas contratações de funcionários fantasmas.

Do Imirante – com alterações

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