Relação dos presos pela Polícia Federal na Operação Pegadores contra desvios de dinheiro na saúde do Maranhão

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Pegadores, que apura indícios de desvios de recursos públicos federais, por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria – firmados na atual gestão de Flávio Dino (PCdoB), frente ao Governo do Estado do Maranhão -, na área da saúde. (Reveja AQUI)

Abaixo relação completa dos presos pela Polícia Federal, após desvios de recursos na Saúde do Maranhão:

Curado foi uma das presas, pela Polícia Federal, nesta manhã, 16. A prisão se deu em Imperatriz
  • Antônio José Matos Nogueira
  • Chisleane Gomes Marques
  • Mariano de Castro Silva
  • Luiz Marques Barbosa Júnior
  • Rosângela Aparecida da Silba Barros (Rosângela Curado)
  • Antônio Augusto Silva Aragão
  • Benedito Silva Carvalho
  • Flávia Geórgia Borges Gomes
  • Ideide Lopes de Azevedo Silva
  • Marcus Eduardo Alves Batista
  • Miguel Marconi Duailibe Gomes
  • Osias de Oliveira Santos Filho
  • Paulo Guilherme Silva Curado
  • Péricles Silva Filho
  • Waldeney Francisco Saraiva
  • Warlei Alves do Nascimento
  • Karina Mônica Braga Aguiar

Sorveteria recebeu mais de R$ 1,2 milhão da Secretaria de Saúde no Maranhão

“Um valor de 18 milhões revolucionaria a saúde do Maranhão, elevando a uma saúde de excelência” – Polícia Federal, em coletiva, na manhã desta quinta-feira, 16.

FOTO: Imirante

Logo após ser deflagrada a Operação Pegadores da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (16), que apura indícios de desvios de recursos públicos federais, por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria – firmados na atual gestão de Flávio Dino (PCdoB), na área da saúde e resultou no cumprimento de 17 mandados de prisão, a incluir a prisão de  Rosângela, ex-subsecretária da Secretaria de Saúde do Maranhão e ex-candidata à prefeitura de Imperatriz e mais 28 mandados de busca e apreensão em São Luís/MA, Imperatriz/MA, Amarante/MA e Teresina/PI, além do bloqueio judicial e sequestro de bens no total de R$18 milhões, a PF concedeu coletiva de imprensa a fim de esclarecer a tal Operação.

De acordo com o delegado responsável, Wedson Cajé Lopes, os desvios ocorriam com a contratação de mais de 400 servidores, que eram fantasmas. Além disso, o esquema envolvia também empresas de fachada como uma empresa que era uma sorveteria, que – ainda segundo o delegado – foi transformada da noite para o dia em empresa para gerir recursos da saúde.

A sorveteria recebeu da Secretaria de Saúde mais de R$ 1,2 milhão.

Sobre os funcionários que recebiam, mas não trabalhavam na SES, o representante da Controladoria Geral da União (CGU), Francisco Alves Moreira, afirmou que se todos trabalhassem, os serviços na Saúde seriam de excelência.

Cada profissional fantasma impede que haja profissional nas unidades hospitalares para prestar serviços. Se todos estivessem desenvolvendo suas funções, não temo em dizer que os serviços no Maranhão na Saúde teria padrão de excelência – disse Moreira.

Prisão 

A PF confirmou, ainda, a prisão da subsecretária de Saúde, Rosângela Curado. Ela foi presa em Imperatriz.
Segundo a PF, ela está envolvida nas contratações de funcionários fantasmas.

Do Imirante – com alterações

Cai como uma bomba no governo Flávio Dino a Operação Pegadores da Polícia Federal, na saúde

Rosângela Curado, presa na manhã de hoje na Operação Pegadores, ex-subsecretária de saúde no governo Flávio Dino. Todos unidos em nome da corrupção. A casa começou a cair!

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Pegadores, que apura indícios de desvios de recursos públicos federais, por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria – firmados na atual gestão de Flávio Dino (PCdoB), frente ao Governo do Estado do Maranhão -, na área da saúde.

Toda a investigação começou em 2015, por causa do contracheque de uma enfermeira do município de Imperatriz. Kelilane Silva Carvalho recebia um salário fixo de um pouco mais de 3 mil reais e, só de gratificação, a coordenadora de enfermagem, recebia como presente, quase 10 mil reais.

FOTO: Imirante

Foi em Março de 2015 que “vazou” o contracheque da enfermeira que, à época, era lotada na unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Imperatriz. Fontes revelavam que Keilane tinha “ligações” com o secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry.

A partir da divulgação deste contracheque que o Ministério Público Federal (MPF) iniciou as investigações
relacionadas aos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Com as investigações, o MPF acabou constatando haver outros 414 servidores que recebiam salários altos, mas efetivamente não prestavam serviços na Secretaria Estadual de Saúde.

Hoje a Operação deflagrada pela PF conta com, além do apoio do Ministério Público Federal, com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.

Cerca de 130 policiais Federais cumpriram 45 mandados judiciais, expedidos pela Juíza Federal Paula Souza Moraes da 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão. Foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão em São Luís/MA, Imperatriz/MA, Amarante/MA e Teresina/PI, além do bloqueio judicial e sequestro de bens no total de R$18 milhões. Uma das presas está Rosângela Curado, mulher de alto calão do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Weverton Rocha (ambos PDT). Rosângela também é ex-subsecretária da Secretaria de Saúde do Maranhão e ex-candidata à prefeitura de Imperatriz. É ex-sub da saúde desde quando Márcio Jerry minou ela do cargo.

Investigação

Durante as investigações conduzidas na Operação Sermão aos Peixes, em 2015, foram coletados diversos indícios de que servidores públicos, que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.

As investigações indicaram a existência de cerca de 400 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema seriam familiares e pessoas próximas a gestores públicos e de diretores das organizações sociais.

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio de tais fraudes supera a quantia de R$ 18 milhões. Contudo o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de diversas outras fases da Operação Sermão aos Peixes.

Foi detectado, também, que uma empresa registrada como sendo uma sorveteria passou por um processo de transformação jurídica e se tornou, da noite para o dia, em uma empresa especializada na gestão de serviços médicos. Essa empresa foi utilizada para a emissão de notas fiscais frias, que teriam permitido o desvio de R$ 1.254.409,37.

Os investigados responderão na medida de suas participações pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros.