Em declaração, senador Roberto Rocha acusa Flávio Dino de ser propineiro

De O Estado

Declaração do senador ocorreu durante audiência da CPMI da JBS, no Senado, em que o ex-diretor da empresa J&F foi submetido a interrogatório Ricardo Saud

O senador Roberto Rocha (PSDB) apontou o governador Flávio Dino (PCdoB) como um dos chefes de Executivo eleitos em 2014, beneficiado por dinheiro de ‘Caixa 2’ da JBS.

Do céu ao inferno. De amigos a inimigos!

A séria acusação do ex-aliado de Flávio Dino e mais novo tucano aconteceu depois que o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa J&F, Ricardo Saud, foi submetido, no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, no Senado da República.

Na ocasião, Roberto leu trecho do depoimento de Saud dado ao Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, em que ele havia listado apenas 15, dos 16 partidos políticos de governadores eleitos beneficiados pela propina durante o processo eleitoral.

Rocha cobrou Saud o 16º nome. O interrogado afirmou que o nome poderia ser encontrado nos autos e recorreu ao silêncio. Daí, foi o que motivou a reação do senador maranhense.

– Falta um. Vossa senhoria poderia informar quem é que ficou protegido nesta conta? – questionou, Roberto.

– Isso é muito fácil basta você ir nos autos. Mas vou permanecer em silêncio – respondeu Saud.

– O senhor não pode dizer quem é o 16º governador que recebeu propina? Bom, eu vou dizer, senhor presidente. O 16º é o governador do Maranhão, do PCdoB, cujo irmão [Nicolao Dino] era a alma do doutor [Rodrigo] Janot. E talvez o doutor Ricardo Saud tenha o interesse de protegê-lo à época. Isso está constando na declaração de prestação de contas do candidato a governador. A mesma JBS disse que deu R$ 13 milhões ao PCdoB. O PCdoB só tinha um candidato no Brasil. Era o candidato a governador do Maranhão. Exatamente este que o depoente tenta claramente proteger – afirmou o tucano.

Apesar de o senador tucano ter apontado Flávio Dino como um dos beneficiados pelo Caixa 2, documentos encaminhados pela JBS à Operação Lava Jato, não incluem o então candidato do PCdoB.

Silêncio

Durante a audiência da CMPI da JBS no Senado, que investiga irregularidades em contratos entre a empresa dos
irmãos Joesley e Wesley Batista e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Saud ficou em silêncio e não respondeu a nenhuma das perguntas formuladas pelos parlamentares.

Presos

Ricardo Saud e os irmãos Batista estão presos desde setembro deste ano no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eles teriam mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República.

O ministro do Luiz Edson Fachin, Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os benefícios do acordo.

P.S – É claro que o chefe da cambada/coja do governador Flávio Dino teria que ir “estrebuchar” no seu perfil do Twitter. Mas isso é assunto para o próximo post!

Baixaria, inimizades, porfias e ofensas a gente vê por aqui, na política de nigrinhos do Maranhão.

Enfim!

 

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