Para o advogado – que é secretário de saúde no Maranhão, Carlos Lula, ele não sabia da fraude do IDAC porque a mesma era “sofisticada”

A desculpa ou justificativa do advogado/secretário de saúde revela a vulnerabilidade do governo comunista – a qualquer esquema de roubo e desvio do dinheiro público – a um “sofisticado” esquema (talvez de “dentro de casa mesmo) ou a “tontura” do Lula do Maranhão veio para subestimar a fiscalização dos órgãos e da sofrida e vítima população.

Para o secretário de Saúde do Maranhão, o nada a ver com a área, mas, sim, advogado, Carlos Lula disse que não tinha como detectar os desvios. “A gente não tinha como detectar nenhuma irregularidade, mesmo com nosso sistema de prestação de contas porque a fraude era sofisticada”, declarou o profissional do Direito.

(…) ou seja, a desculpa ou tontura que teve Carlos Lula, ao justificar que não sabia dos desvios do IDAC, expõe ao ridículo que o profissional do Direito nada tem a ver com a área da saúde a qual foi “jogado”

No último dia 02 de Junho (sexta-feira), a Polícia Federal do Maranhão, desencadeou a 4° fase da Operação Sermão dos Peixes, a chamada Operação Rêmora, para apurar indícios de desvios de recursos públicos federais destinados ao sistema de saúde do estado, os quais eram geridos pelo Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania – IDAC – organização social sem fins lucrativos. A ação contou com a participação do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).

Um dos dados que coloca o governo Flávio Dino na ‘antro’ do escândalo envolvendo o IDAC, é sequência de saques feitos por funcionários do Instituto na boca do caixa. Segundo a PF, desta forma foram retirados da Saúde do Maranhão pelo menos R$ 18 milhões.

No inquérito policial, há imagens do circuito interno de uma agência bancária onde o Idac mantinha conta. No dia 7 de março de 2017, Valterleno Reis chega ao local com uma mochila por volta das 16h30 e sai de lá com vários maços de dinheiro – ele seria preso com R$ 71 mil na mesma mochila praticamente três meses depois, no dia 2 de junho, data da deflagração da Operação Rêmora.

No dia 28 de março, outros dois funcionários do Idac vão à mesma agência. Eram 13h09 quando eles recebem o dinheiro no caixa e o guardam dentro das calças.

No mesmo dia da deflagração, foram cumpridos 19 mandados judiciais, que foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sendo 4 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária, 9 mandados de busca e apreensão. Além disso, foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num total que supera a cifra de R$ 12 milhões.

Após firmar contratos de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão, o IDAC passou a receber centenas de milhões de reais dos cofres públicos, os quais deveriam ser empregados, com exclusividade, na administração de diversas unidades hospitalares estaduais, tais como: Hospital Regional de Carutapera, Hospital Geral de Barreirinhas, Hospital Aquiles Lisboa, Hospital de Paulino Neves, AME Barra do Corda, AME Imperatriz e, recentemente, passou a administrar também a Unidade de Pronto Atendimento do município de Chapadinha/MA.

A CGU investiga ainda os indícios de que alguns contratos firmados pelo IDAC com a Secretaria Estadual de Saúde foram aditados com a finalidade de permitir o saque dos valores acrescidos ao contrato de gestão.

Governo Flávio Dino – mais do mesmo

O governo da “mudança”, ou o do seis por meia dúzia, ou o governo dos mascarados, enfim, como quiserem chamar o governo Flávio Dino, só não chega a ser mais vexatório e ridículo por falta de espaço dentro do Universo.

Desde que começaram a papocar escândalos envolvendo o governo que seria o DIFERENTÃO, que viria para ir de encontro a todas as práticas já conhecidas pelos maranhenses, o governo salvador do mundo, os principais protagonistas dessa falida série de comunistas já não sabem mais onde procurar justificativas para atos injustificáveis, tão repetidos e conhecidos por todos nós.

Ainda falando dessa questão de roubo e desvios na saúde, a nova alegação para tentar se desviar das investigações diz que o processo de contratação do sistema das Oscips que atendem o Executivo mudou. O argumento logo foi contraposto por documento oficial da PF.

No documento, os investigadores revelem ter descoberto, por meio de interceptação telefônica autorizada pela Justiça, que pode ter havido pré-­acerto dos lotes antes da licitação.

Blog Gilberto Léda

Em março de 2015 – meses antes da licitação das Oscips – a PF flagrou, por exemplo, um diálogo entre um funcionário da SES e um dos então proprietários do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), Inácio Guará, já falecido.

Na ocasião, o servidor público indica nomes a serem contratados pelo ICN em unidades que a entidade já sabia que administraria mesmo antes do processo de seleção.

Verifica-­se que antes mesmo de sair o edital de licitação, o investigado [Inácio Guará] já tinha dados sigilosos sobre o processo de licitação”, inclusive que seria dividida em grupos e já saiam quais hospitais iriam administrar”, diz trecho do relatório.

Mais desculpas

No afã de mais justificativas, em entrevista a um Tv local, o secretário de saúde, Carlos Lula disse que não sabia de nada. “A gente não tinha como detectar nenhuma irregularidade, mesmo com nosso sistema de prestação de contas porque a fraude era sofisticada”, declarou ele.

Já o delegado da Polícia Federal no Maranhão, Alexandre Saraiva, contesta a versão de que o método de desvios do Idac era “sofisticado”. “Não é preciso, por parte da organização criminosa, grandes malabarismo contábeis para sacar o dinheiro da Saúde na boca do caixa”, ressaltou o delegado e, também, Superintendente.

A questão agora é saber, cadê o dinheiro que deveria ser empregado na saúde? Está nas “mãos” de quem?
Só lembrando, ano que vem tem campanha para governo.

Enfim!