Lava Jato: Flávio Dino, mais conhecido como “Cuba”, na planilha de propina da Odebrecht

O nome do governador Flávio Dino foi citado na delação de José de Carvalho Filho. Segundo o delator, o codinome “Cuba” se deu por causa da relação partidária do, à época deputado federal, com o país.

FOTO: Atual 7

Diário do Poder

O codinome do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na planilha de propina da Odebrecht era “Cuba”, segundo documentos relacionados à Lava Jato. De acordo com publicação do Atual7, a informação está no documento enviado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Atual 7

O nome de Dino foi citado na delação do ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho. Ele explica como funcionava o Setor de Operaçõees Estruturadas da empreiteiras, o ‘departamento da propina’. O delator entregou aos procuradores documentos, entre eles uma planilha na qual aparece o nome de Dino, junto a outros agentes públicos e políticos corrompidos pela empreiteira.

Em delação, Carvalho Filho afirma ter repassado dinheiro para a campanha de Dino. Na época, o governador era relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara em um projeto de interesse da companhia. O projeto, no entanto, não passou.

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O delator explicou que Dino pediu ajuda financeira para a campanha de 2010 durante reunião em seu gabinete.

Cuba

Segundo o delator, ambos se conheceram por intermédio de um amigo, Augusto Madeira, atual presidente do PCdoB no DF, entre 2009 e 2010. Dino tinha relação partidária com Cuba, país no qual a companhia atua. Por ser relator do projeto na CCJC, o delator conta que apresentou sugestões à matéria.

O PL, que não foi aprovado até hoje, traria segurança jurídica na atuação de empresas brasileiras em Cuba, já que buscava proteger as empresas em investimentos estrangeiros.

 

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