Ao que parece, deputado Wellington do Curso é o único que ainda se lembra das centenas de mães que perderam seus filhos em Caxias

Maternidade da morte tem nome: Carmosina Coutinho
Maternidade da morte tem nome: Carmosina Coutinho

Se desde a descoberta, em nível nacional, das mães do município de Caxias que perderam seus bebês para a Maternidade da Morte – Carmosina Coutinho, pouca gente ou nem isso deu atenção ao acontecido na cidade. Mesmo assim, semanas depois, ao que parece, o deputado Wellington do Curso é o único representante do povo que ainda se solidariza com as centenas de mães sofridas que tiveram um Dia das Mães – comemorado no último domingo, 10 – como um dos dias mais tristes de suas vidas.

Prova de que a MAIORIA (quero dizer o alto clero) das pessoas não está nem aí e que, se nem mesmo o governador do estado, Flávio Dino (PCdoB) se deu ao luxo de mandar – pelo menos – uma mensagem de condolência a essas pobres mães, piorou dar um esclarecimento acerca do mortal acontecimento, imagine o deputado estadual Humberto Coutinho (PCdoB),  que leva no nome da Maternidade até o seu sobrenome, se manifestar.

 Se eu falo que nem ao menos mandou uma mensagem de consolo, imagina também se dirigir até o local para se colocar ao lado delas e juntos tentar amenizar o sofrimento e impedir que mais crianças possam ser vítimas de tamanha atrocidade misteriosa.

Sabe-se lá o porquê de o governador “De todos Nós” não ter uma atitude, assim, eu diria, humana, visto que, lembro-me de casos do antigo governo que o próprio Flávio Dino era sempre o primeiro a usar a sua rede social preferida, Twitter, para pedir esclarecimentos ou uma declaração da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) sobre qualquer caso que fosse. Mas, ao que parece, como diz o ditado “língua é boa é com batata”.

Mas, sim, voltando aos gestos solidários de Wellington

Na tarde da última segunda-feira (11), o deputado de 1° mandato que vem colocando muito veterano no bolso, usou o seu espaço na tribuna da Assembleia Legislativa para prestar homenagem pelo Dia das Mães. Na oportunidade lamentou, prestou condolências às mães caxienses de quase 200 crianças mortas na Maternidade Carmosina Coutinho e pediu 1 minuto de silêncio em respeito às vítimas, o que segundo ele é um ato de desrespeito com a falta de dignidade humana.

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Wellington ainda fez referência a uma citação bíblica contida em Mateus 2:18, que fala sobre uma mãe que perdeu o seu filho em uma matança da época e nem quis ser consolada, tamanha era a dor. Como citou o deputado, era o “massacre dos inocentes”

“Inicialmente, o pedido não foi compreendido pelo presidente em exercício, Othelino Neto, que parece não ter dado atenção ao meu pedido, e mais uma vez solicito a sensibilidade do presidente e dos demais parlamentares desta Casa, em homenagem e solidariedade às quase 200 mães que tiveram seus direitos de comemorarem o Dia das Mães abortados, que façamos 1 minuto de silêncio em respeito às dores destas mães. Assim como em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto de Raquel chorando os seus filhos, em Caxias se viu a dor e o desespero de Marias, Raimundas, Franciscas, que não querem ser consoladas, porque seus filhos já não existem e que levarão para sempre em suas almas, feridas profundas que jamais poderão ser tratadas”, lamentou o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

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