Com a alta da gasolina, caminhoneiros interditam BR’s

Trevo Cataratas - Paraná Foto: Site UOL
Trevo Cataratas – Paraná
Foto: Site UOL

Que o preço da gasolina pesou no bolso de mais da metade da população brasileira gerando revolta, todo mundo já sabe. Mas ficar na inércia em aceitar o preço considerado abusivo pela maioria dos motoristas e proprietário de veículos é o que os caminhoneiros não estão a fim e, por causa disso, desde a última quarta-feira (18), muitos deles interditam parcialmente as BR’s, a começar pelos estados do Paraná e Santa Catarina.

O movimento que iniciou tímido em apenas dois estados, desde ontem (domingo), começou a ganhar mais adeptos ao motim e, hoje, segunda-feira (23), já se somam 7 estados bloqueando trechos de rodovias, entre eles: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

E o ‘movimento’ será que chega aqui nas nossas estradas também? Quem sabe! Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.    IMG_3711 (1)

Postos de São Luís são obrigados a reduzir o preço da gasolina

Se formos trazer o assunto ‘alta da gasolina’ para a nossa realidade, acredito que todos nós, motoristas, também estaríamos com motivos de sobra para interditarmos não apenas as rodovias, mas também as avenidas, ruas, postos e até mesmo o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis.. Mas não faremos.

A realidade é que temos base de sobra para tal, a começar pela trágica – se não fosse cômica – nota que o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão emitiu ontem (22), indo de encontro à decisão judicial que obriga os donos de postos de combustíveis aqui do Estado a reduzirem os preços absurdos e abusivos que nos foi imposto.

Desde que o Governo Federal propôs o aumento, de apenas R$ 0,22/litro para a gasolina e R$ 0,15 para o óleo, os donos dos postos se acharam no direito de reajustar “o reajuste” ainda além, em até R$ 0,50. Pode?

Desde então, a Rede de Defesa do Consumidor, constituída por órgãos públicos vem atuando em defesa do consumidor e ajuizou uma ação civil pública contra os 244 postos que foram flagrados cobrando preços exagerados em São Luís. Essa ação foi baseada em informações da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a qual diz que não tem motivo que justifique um aumento tão abusivo nos postos da capital.

Abaixo a nota do Sindicato que defende os interesses dos grandes empresários, donos de postos de combustíveis. De que lado você fica? Do Sindicato ou do seu bolso?

Confira, abaixo, a nota do Sindcombustíveis-MA na íntegra:

“O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão vem a público repudiar a campanha difamatória que algumas entidades oficiais e veículos de comunicação vêm fazendo com o objetivo claro de incitar a opinião pública contra a categoria de revenda de produtos derivados de petróleo no estado.
Lamentamos as acusações genéricas e infundadas que demonstram desconhecimento da regulação desse mercado complexo, denigrem a imagem institucional dos revendedores e diminuem a dignidade dos empresários do setor que contribuem com o Brasil e o Estado do Maranhão ao gerar larga parte dos impostos que os mantêm, além de emprego e renda para milhares de cidadãos.

O Sindcombustíveis-MA repudia veementemente a criminalização fácil dos empresários neste momento grave em que o país passa por grandes ajustes fiscais e tributários.

Temos a certeza de que a Justiça será feita, o funcionamento do livre mercado restabelecido e as acusações e erros interpretativos devidamente esclarecidos e rejeitados, visto a convicção de que o Poder Judiciário fará julgamento justo, ético e isento de vieses políticos e econômicos.

Por fim, reafirmarmos que não interferimos nas relações de mercado, não orientamos, sugerimos ou determinamos preços e outras condições comerciais de associados em respeito e zelo à livre iniciativa e concorrência.”