Deputado Levi Pontes se diz arrependido de um dia ter defendido colegas deputados

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Cadê os deputados que ‘deveriam’ estar aqui (?)

Em um discurso carregado de arrependimento, o Deputado de 1° mandado, Levi Pontes (SD), conseguiu – por milagre. Sim, porque é difícil fazer com que os outros presentes no plenário se sintam convencidos a prestar atenção e “discutir” o assunto em pauta, visto que cada um está ‘envolvido’ em alguma ‘atividade’ particular – atrair a atenção dos outros colegas da Casa, em seu pronunciamento na tarde desta segunda-feira (09), na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Afirmando que “mordeu a língua” ao defender – em outro momento – seus colegas de plenário, o médico e agora Deputado diz perceber, num curto espaço de tempo, que os outros representantes do povo fazem política com paixão, partidarismo e não para defender os interesses do Maranhão. Que engraçado!
“Eu posso ver aqui, que no meio de muitos dos colegas, a paixão, o partidarismo e o carimbo ainda fala muito alto e muitos dos colegas ainda usam da subjetividade para defender o seu lado. Eu sei que o Partido significa lado, mas é necessário que os nobres tenham uma postura ética, a fim de mantermos a dignidade desta Casa”, acusou o Deputado.

Ao que parece, Levi Pontes usou esse tom em seu discurso para dar exemplo e confrontar a também Deputada Andréa Murad (PMDB), que, segundo declarações do parlamentar, a filha do ex-secretário de saúde – Ricardo Murad andou afirmando que o atual secretário de saúde do Estado, Marcos Pacheco, está inconformado com o cargo que exerce na Pasta.

“Eu vejo a nobre colega Andréa falar do inconformismo, da falta de poder e da insegurança do atual secretário de saúde e, pelo que sinto, essa informação não é verdade. Eu não sei de onde a Deputada tirou essa informação tão firme. À mim, ele diz que está tendo total apoio do governador do Maranhão”, afirmou Levi Pontes.

Dr Levi Pontes e o governador eleito Flávio Dino (em campanha)
Dr Levi Pontes e o governador eleito Flávio Dino (em campanha)

E, como em alguns casos, tudo acaba em pizza, nas discussões políticas, tudo termina no assunto ’50 anos de oligarquia’. O que não foi diferente na sessão de hoje.

Citando os governos passados, o deputado ainda falou da forma de como aconteciam as “maneiras de governar”. E, como exemplos, trouxe à memória da Casa que era “na pressão política e perseguição”.

O fato curioso foi que, em vez de Andréa Murad se defender, quem rechaçou as declarações do colega, foi o Deputado Edilázio Júnior (PV), que em um aparte discordou do que estava sendo falado, além, é claro, de ir de encontro também à entrevista que governador Flávio Dino (PCdoB) concedeu à revista Isto É.

“Eu discordo desse assunto de 50 anos de atraso. Na verdade, pode até ser 50 anos de atraso. O que não pode é colocar todos esses anos só nas costas da família Sarney. Lá teve Zé Reinaldo, Cafeteira, hoje tendo como sobrinho deste, o atual líder do governo – Rogério. Teve Luiz Rocha, sendo o atual senador Roberto Rocha, como um dos pilares incisivos do governador. Como eu posso ser o salvador do Estado cercado por pessoas que governaram o Estado e trouxeram o atraso”, indagou o jovem

E então Governador?

Qual é a sua opnião sobre essa matéria?